O atacante Leandro Damião, do Santos, foi absolvido nesta quarta-feira, em julgamento no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), pelo puxão que deu na própria camisa em jogo contra o Criciúma. O jogador foi apenas advertido pelos membros da 3ª Comissão Disciplinar – foram dois votos pela absolvição e dois pela pena de uma partida, convertida em advertência. Cabe recurso.
No lance em questão, na derrota por 3 a 0 para o Criciúma, Damião foi flagrado puxando a própria camisa dentro da área, numa suposta tentativa de simular uma falta e, consequentemente, causar a marcação de um pênalti.
Relator do processo, o auditor Luiz Felipe Procópio absolveu o atacante santista por não ficar convencido de que houve simulação no lance. “Se quisesse simular pênalti, ele teria, no mínimo, caído. Em razão disso eu absolvo o atleta”, justificou.
Francisco Pessanha, um dos auditores que votou a favor da punição, afirmou que a atitude merece ser reprimida. “Se essa moda pegar, é um precedente perigoso. Para mim está claramente cometida a infração. Houve uma atitude contrária à ética. Se o árbitro marca o pênalti, imaginemos o que iria acontecer. O atleta tem que ficar ciente que uma punição pode ocorrer”.
O presidente Fabrício Dazzi acompanhou o voto de Pessanha, enquanto o auditor Gustavo Teixeira foi a favor da absolvição. Em casos de empate, o artigo 132 do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva) prevê que seja aplicada a decisão mais benéfica ao denunciado.
O auditor Gustavo Texeira acompanhou o relator na absolvição, enquanto o presidente Fabrício Dazzi acompanhou o voto divergente. Em casos de empate, o artigo 132 do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva) prevê que seja aplicada a decisão mais benéfica ao denunciado.