Um dos grandes nomes da história recente do Palmeiras, o ex-meia Alex fará neste sábado seu jogo de despedida com a camisa do clube. No Allianz Parque, às 21h(horário de Brasília), os jogadores do Verdão que ergueram a Taça Libertadores de 1999 irão enfrentar os amigos do craque em uma partida festiva.
Contratado para substituir nomes como Djalminha e Rivaldo, Alex teve passagem marcante com a camisa do Palmeiras entre 1997 e 2000, quando conquistou 4 títulos: Copa do Brasil (1998), Mercosul (1998), Libertadores (1999) e Rio-São Paulo (2000).
Depois, Alex também brilhou com as camisas de Cruzeiro e Fenerbahce e voltou ao Brasil para encerrar a carreira no Coritiba, clube onde foi revelado. Por isso, o ex-jogador admitiu a surpresa com a homenagem do Verdão.
“Quando veio o convite do jogo, fui pego de surpresa, uma surpresa muito positiva. Achei que fosse papo furado. Não esperava viver mais este tipo de emoção com o futebol. Cheguei em 1997 ao Palmeiras e joguei durante três anos com jogadores fantásticos. A missão era difícil, pois eu tinha de tapar um buraco deixado pelo Rivaldo e pelo Djalminha. Não é simples, é complicado. Mexe bastante comigo porque vem lembranças de quase 20 anos atrás. É um momento único, que, mesmo com emoções, procurarei desfrutar o máximo”, disse.
Mesmo tendo horando a camisa 10 que já foi de Ademir da Guia, Alex não tem 100% da adoração do torcedor, já que ideia da despedida não caiu totalmente nas graças dos palmeirenses. Nas redes sociais do clube e do jogador, muitos o chamaram de “traíra” por ter recusado a proposta do Palmeiras para defender o Coritiba nos dois últimos anos de carreira.
Quando deixou o Fenerbahce, em outubro de 2012, o jogador admitiu que tinha um carinho especial por Cruzeiro e Palmeiras, mas sempre destacou o desejo de voltar a vestir a camisa do Coxa.
Presidente do Palmeiras na época, Arnaldo Tirone chegou a negociar com o jogador, mas a queda do clube para a Série B complicou ainda mais o retorno.
“O Alex é um jogador que está com a vida ganha, então ele preferiu ficar na cidade dele, Curitiba, ao lado da família. Infelizmente não deu. Ele nos agradeceu muito pelo convite, e viria para o Palmeiras se não fosse para o Coritiba”, disse Tirone quando o jogador confirmou que voltaria ao Alto da Glória, onde encerrou a carreira no fim do ano passado.