A greve dos médicos que já dura 21 dias em Campo Grande agravou a situação nos hospitais que prestam o serviço de pronto-socorro ao município. O problema da regulação de pacientes que já é crônico, piorou com a falta de profissionais para o atendimento da população, que, cansada de esperar, acaba acionando o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que encaminha os pacientes para as unidades sem ter autorização.
O caos é tamanho que o Pronto Atendimento Médico (PAM) do Hospital Universitário (HU) da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul tem registrado um aumento de 120% acima da taxa de ocupação. “Estamos no nosso limite, ou seja, não há mais como a gente suportar tamanha situação que está ocorrendo com uma porta onde o fluxo está sendo muito maior do que a nossa capacidade operacional”, reforçou o superintendente do HU, Cláudio Wanderley Luz Saab.
A reportagem, de Gabriela Couto, está na edição de hoje do jornal Correio do Estado.