Como se já não bastasse as inúmeras acusações em que a Fifa se envolveu, em um dos maiores escândalos de corrupção do futebol, a polêmica ganhou um novo personagem: José Mourinho. O português afirmou que assim como na escolha da sede da África do Sul para a Copa de 2010, onde há suspeita de manipulação na votação, a eleição de melhor técnico do mundo em 2012 também sofreu fraude.
Na época treinador do Real Madrid, Mourinho foi vencido por Vicente del Bosque e ficou com o segundo lugar – o espanhol conquistou a Eurocopa com a seleção de seu país. O português contou que após a Fifa divulgar os votos, recebeu diversas ligações de pessoas que afirmaram ter votado nele, apesar da entidade ter revelado o contrário.
"Em 2012, fui um dos três finalistas, e quando me disseram que estava ficando em segundo, uns poucos votos atrás do primeiro, achei normal. Mas então os votos se tornaram públicos. E um ex-jogador meu, capitão de uma seleção, me telefonou e disse: “Professor, tem algo errado, porque obviamente, obviamente, eu votei em você, mas na lista colocaram o nome de outro treinador. Não fui eu”, disse Mourinho ao jornal inglês “Sunday Times”.
Ele revela que em outra ligação, um treinador, que é seu amigo, também informou a irregularidade.
- Alguns minutos depois, um amigo português, treinador de uma seleção, me telefonou: “Professor, não confie no que você viu na lista, porque obviamente eu votei em você”. E alguns minutos mais tarde eu recebi uma mensagem de outro treinador de uma seleção: “Eles mudaram meu voto”.
A suspeita de fraude fez com que Mourinho decidisse não participar mais das votações da entidade.
- Quem mudou os votos? As federações? A Fifa? Quem? Não é um drama. Drama é outra coisa. Eu disse a mim mesmo: “Desse momento em diante, não vou mais”. Porque, obviamente, algo aconteceu.