O sul-africano Tokyo Sexwale, que já dividiu cela com Nelson Mandela durante a luta contra o Apartheid, entrou na disputa para suceder a Joseph Blatter, presidente demissionário da Fifa.
"Tokyo Sexwale será candidato à presidência da Fifa", confirmou um assessor do sul-africano que preferiu manter o anonimato.
O assessor tampouco especificou se Sexwale, de 62 anos, já entregou à Fifa as cinco cartas de apoio de federações nacionais, necessárias para validar a candidatura.
O milionário sul-africano, cujo nome de batismo é Mosima Gabriel Sexwale, ganhou o apelido de "Tokyo" na infância por ser apaixonado por caratê, esporte nascido no Japão.
Condenado por terrorismo em 1977, cumpriu 13 anos de prisão em Robben Island, onde reencontrou Mandela, seu companheiro de luta.
No início da década de 1990, ele desempenhou um papel fundamental para garantir a paz no país na transição para o fim do Apartheid.
Chegou a ser cotado para se candidatar à presidência do país, mas deixou a carreira pública para fazer fortuna no ramo da mineração e das telecomunicações.
Em 2009, voltou ao mundo da política ao assumir o Ministério da Habitação. Deixou o cargo três anos depois, por ter sido derrotado na tentativa de ser eleito número 2 do partido ANC.
Começou a atuar no futebol para promover a candidatura de seu país para sediar a Copa do Mundo, em 2010.
Na Fifa, participou do comitê antirracismo e foi nomeado, em junho passado, para liderar a comissão de monitoramento das tensões entre Israel e Palestina. Essas tensões também afetam o futebol e levaram a federação palestina a pedir o banimento dos israelenses do esporte.