Se antes da partida era o Grêmio que brigava para entrar no G4, agora é a Ponte Preta que vê o grupo de classificação para a próxima Libertadores de perto. Nesta quarta-feira (14), o time de Campinas usou um defeito crônico da defesa do time gaúcho para fazer 3 a 0, tomar o lugar do rival na briga pela ponta de cima e ampliar uma crise que pode até culminar na saída do técnico Roger Machado.
A bola aérea defensiva atrapalha o time tricolor desde o começo do ano. Foi através deste tipo de jogada que Rosario Central e Juventude tiraram o time azul, branco e preto da Libertadores e do Gaúcho, respectivamente. Dos 61 gols sofridos no ano, 28 foram desta forma.
Assim, a Ponte Preta abusou dos cruzamentos. Acertou a trave no primeiro tempo e marcou duas vezes no segundo, de cabeça em bolas alçadas. Com isso, somado ao gol de pênalti de Pottker, atingiu os 38 pontos. Já o Grêmio parou com 37 e caiu muito na classificação.
Os números do time gaúcho preocupam. Em meio a crise no departamento de futebol e com Roger ameaçado, foi o sexto jogo sem vitória no Brasileiro. Dos últimos 18 pontos disputados, apenas dois conquistados. O treinador chegou a entregar seu cargo para análise depois de ver o time goleado pelo Coritiba. Agora, encara sua maior instabilidade no comando do time. A troca, de pronto, é descartada pelo comando do clube mas a pressão tende a aumentar até pela queda evidente de rendimento da equipe.
DESTAQUE
O atacante Roger entrou no segundo tempo e precisou apenas de uma chance para tranquilizar a vitória da Ponte Preta. De cabeça, marcou o segundo gol do time de Campinas e resolveu a partida. Já no último minuto de jogo, sofreu o pênalti do terceiro gol da Ponte.
MÁ FASE
Marcelo Oliveira não vive boa fase no Grêmio. Alvo de críticas da torcida, deixou até de ser capitão do time na ausência de Maicon para, segundo Roger Machado, ser protegido da cobrança. Nesta quarta, cometeu muitos erros técnicos, perdeu a bola sem sequer ser marcado e só ampliou a má fase.
ESTRATÉGIA
Sem Galhardo, a Ponte Preta tratou de evitar centralizar as jogadas. Apostou na velocidade de seus extremas, Rhayner e Clayson. Pottker, centralizado, foi quem mais incomodou a zaga gremista. Mas se sobrou velocidade, faltou qualidade ao time de Campinas.
Quando chegou - contando com falhas defensivas do Grêmio - perdeu oportunidades. A conduta indicava que o empate não considerado ruim. A Ponte não foi pressionada, mas não fez questão alguma de pressionar. Lances de bola aérea geraram algum perigo, e até reclamação de pênalti no primeiro tempo.
Na etapa final, a premissa de usar os cruzamentos se tornou ainda mais forte a partir da entrada de Roger. E assim, a Ponte abriu o placar, com Fábio Ferreira. O expediente seguiu o mesmo e deu certo de novo. Superior no jogo, a Ponte marcou o segundo com o centroavante Roger e conquistou a vitória.
Na próxima rodada, a Ponte Preta visita a Chapecoense, domingo, em Santa Catarina. Já o Grêmio terá pela frente o Fluminense, em Porto Alegre. Ambos os jogos ocorrerão no domingo (18).
PONTE PRETA
Aranha; Nino Paraíba, Douglas Grolli, Fábio Ferreira e Reinaldo; João Vitor, Matheus Jesus, Clayson (Felipe Azevedo), Maycon (Elton) e Rhayner (Roger); Willian Pottker. T.: Eduardo Baptista
GRÊMIO
Marcelo Grohe; Edílson, Kannemann, Pedro Geromel e Marcelo Oliveira; Walace, Jaílson, Pedro Rocha (Negueba), Miller Bolaños (Batista) e Lincoln (Guilherme); Luan. T.: Roger Machado
Estádio: Moisés Lucarelli, em Campinas (SP)
Árbitro: Jaílson Macedo de Freitas
Gols: Fábio Ferreira, aos 7, Roger, aos 31, e Willian Pottker, aos 49 min do 2º tempo
Cartões amarelos: Douglas Grolli, Matheus Jesus (P) e Marcelo Oliveira (G)