Vitória ignorou as cinco mil pessoas que lotaram o Hugo Ramos na tarde deste sábado e o time estrelado do Mogi das Cruzes para vencer o quinto e decisivo jogo das quartas de final do NBB por 95 a 85 e conquistar, pela primeira vez na sua história, uma vaga nas semifinais do torneio. O adversário do Rubro-Negro baiano sai ainda neste sábado, depois do jogo 5 entre Franca e Paulistano.
Depois de dois quartos equilibrados, o Vitória cresceu muito no terceiro período, em que venceu por 30 a 14, com grande atuação de Arthur. O time baiano entrou no último quarto com 14 pontos de vantagem, mas viu a diferença cair para três pontos. Só que, mesmo com 22 pontos de Shamell no último período, o Rubro-Negro teve sangue frio nos momentos decisivos para fechar a partida com o resultado positivo.
O cestinha da partida foi Shamell, com 35 pontos, 22 deles marcados no último quarto. Do lado do Vitória, Arthur fez 18.
O jogo
Contagiado pela torcida que lotou o Hugo Ramos, o Mogi começou a partida em ritmo intenso, mas sem conseguir abrir vantagem no placar, graças a boas jogadas de Dawkins e Arthur, pelo Vitória. Na metade do primeiro quarto, Jimmy acertou sua segunda bola de três no jogo e, após uma boa jogada de Larry Taylor, os donos da casa abriram 18 a 10. O técnico Régis Marrelli parou o jogo e conseguiu frear o bom momento mogiano. O Vitória melhorou e cortou a diferença para um ponto (20 a 19). No final do primeiro período, o time paulista voltou a abrir em jogadas de cesta e falta de Larry e Filipin, mas uma cesta de Key no estouro do cronômetro deixou a vantagem em apenas dois pontos: 26 a 24.
O segundo quarto começou com as duas equipes errando muito no ataque. O Vitória logo empatou a partida com André Goes, mas o Mogi só pontuou depois de três minutos, com Fabricio, para voltar a ficar em vantagem. Quando o Mogi abria dois ou três pontos de frente, rapidamente a equipe baiana empatava. Com o equilíbrio, o jogo esquentou e virou um duelo entre Larry Taylor e Renato, que chamaram a responsabilidade das jogadas ofensivas de Mogi e Vitória, respectivamente. No fim do segundo quarto, o Mogi vencia por 43 a 41.
O Vitória voltou do intervalo com a mão calibrada. Em três ataques seguidos, Arthur (duas vezes) e Renato acertaram arremessos de três e colocaram o Rubro-Negro em vantagem de 50 a 44. Na sequência Guerrinha parou o jogo, mas o Vitória continou mais eficiente. Em uma jogada de cesta e falta de Kurtz, na metade do período, a vantagem aumentou para nove pontos (55 a 46). O técnico do Mogi voltou a parar o jogo depois de uma nova cesta de três de Arthur, que aumentou a vantagem visitante para 58 a 47. Mas as bolas do Vitória continuavam caindo, enquanto o Mogi encontrava dificuldades no ataque. O Rubro-Negro entrou no último quarto vencendo por 71 a 57.
Após dois ataques seguidos de três pontos no início do último quarto (uma cesta de três de Shamell e uma cesta e falta de Tyrone), a vantagem do Vitória caiu novamente para um dígito (74 a 65). A torcida voltou a fazer muito barulho no Hugo Ramos. Só que Dawkins e Edu Mariano pareciam não ligar para o som das arquibancadas, e recolocaram o Vitória em vantagem de 13 pontos (80 a 67).
Guerrinha pediu tempo e, na metade do período, a vantagem do Vitória voltou a cair para nove pontos (80 a 71). Empurrado pela torcida, o Mogi seguiu diminuindo a diferença e, com 3m31 no relógio, Shamell acertou uma cesta de três que cortou a diferença para cinco pontos (81 a 76) sob os gritos de "eu acredito". Foi a vez de Régis parar o jogo.
Mas depois do erro na tentativa de infiltração de Dawkins, Shamell sofreu falta, converteu os dois lances livres e diminuiu a diferença para três pontos (81 a 78). Mas Hayes apareceu para o Vitória e, com dois lances livres convertidos e uma bola de três, recolocou os baianos em vantagem de sete pontos (86 a 79). O Mogi passou a arriscar os chutes de fora nos dois minutos finais, mas as bolas não caíram, e o Vitória administrou a vantagem para fechar o jogo em 95 a 85.