Já confirmado pelo Operário para a temporada 2018, o atacante Rodrigo Gral, 40 anos, participou do amistoso da Associação Brasileira das Vítimas do Acidente com a Chapecoense (Abravic), disputado na sexta-feira (22), na Arena Condá, em Chapecó (SC).
O veterano testemunhou o retorno aos gramados de um dos sobreviventes da tragédia de 2016, o zagueiro Neto. O jogador entrou em campo aos 26 minutos do segundo tempo em referência à soma com os 45 minutos da etapa inicial, completando o número 71 - total de mortos no acidente.
Rodrigo Gral comentou sobre sua participação no amistoso em sua conta no Instagram. “A noite de sexta foi para homenagear grandes amigos que perdemos há um ano e ajudar suas famílias que aqui permaneceram. [...] Reencontro especial com irmãos que esse vestiário da Chapecoense me deu”.
O atacante do Galo é ídolo em Chapecó, onde viveu durante três temporadas e ajudou o time verde nos acessos da Série C para a Série B, e depois para Série A do Campeonato Brasileiro, entre 2012 e 2014. Gral foi artilheiro da Chapecoense no vice-campeonato catarinense de 2013, com 11 gols.
Em 2017, o jogador também liderou o Operário no quesito artilharia, com oito gols marcados no Estadual. O centroavante vai para a terceira temporada seguida com o clube de Campo Grande.
PARTIDA
O amistoso na Arena Condá foi promovido para arrecadar fundos para os familiares das vítimas do acidente de 2016, quando a Chapecoense viajava até Medellín, na Colômbia, a fim de disputar a final da Copa Sul-Americana. A queda de avião matou quase todos os jogadores do time, além de jornalistas, dirigentes e o técnico Caio Júnior.
Além de Neto, os outros dois jogadores que sobreviveram ao acidente, Alan Ruschel e Jackson Follmann, também disputaram a partida e marcaram gols. Bem humorado, o ex-goleiro Follmann simulou cãibras na prótese que usa no lugar de parte da perna direita - amputada por causa dos ferimentos.
A partida contou com personalidades do futebol, como o ex-atacante Denilson e o ex-meia Deco. O time verde foi comandado pelo técnico da seleção brasileira, Tite, enquanto o grupo que vestiu branco ficou sob a tutela de Fábio Carille, campeão brasileiro de 2017 pelo Corinthians.