A CBF decidiu cobrar a Conmebol oficialmente pela expulsão do zagueiro Dedé nesta quarta-feira, na derrota do Cruzeiro diante do Boca Juniors por 2 a 0, pelas quartas de final da Libertadores. A entidade brasileira considerou o erro grave e enviará uma carta pedindo explicações à confederação sul-americana.
O diretor executivo da CBF e chefe do Comitê Organizador Local da Copa América de 2019, Rogério Caboclo, está desde a noite desta quarta em contato com Alejandro Dominguez, presidente da Conmebol, tratando do assunto. Caboclo assumirá no ano que vem a presidência da entidade que comanda o futebol brasileiro.
Pessoas ligadas à CBF consideram que o erro pode ser parte do processo de implementação do VAR e que a arbitragem pode ter sido impactada pela força do choque -no lance, Dedé trombou involuntariamente com o goleiro adversário em uma disputa, mas acabou expulso mesmo com a utilização do recurso de vídeo.
Apesar disso, o tom da comunicação é de cobrança para que, ao menos, seja admitido que houve erro. A cobrança à Conmebol não deve envolver nenhuma tentativa de anulação ou alteração do resultado da partida.
Presidente e Supervisor do Cruzeiro vão ao Paraguai e tentam reverter decisão do árbitro
A decisão o árbitro Eber Aquino fez o Presidente Wagner Pires de Sá e o Supervisor de Futebol Benecy Queiroz mudarem suas passagens de Belo Horizonte para o Paraguai. No novo destino, uma reunião com a Conmebol para expressar a indignação do cartão vermelho do zagueiro Dedé.
A situação será discutida com Alejandro Dominguez, Presidente da Conmebol. O Cruzeiro quer, no mínimo, que o cartão aplicado ao jogador seja revisto e cancelado, para que o atleta possa entrar em campo no próximo duelo. Dedé foi expulso após o uso do VAR, no entanto, conforme os próprios jogadores falaram, nem mesmo os atletas do Boca entenderam a situação.
Após o duelo o vice-presidente da agremiação, Itair Machado, lamentou o fato e disse que a Raposa contratou um advogado em Assunção para conseguir reverter à situação. Além disso, o cartola confirmou que no próximo encontro com o Boca, em Belo Horizonte, na partida de volta, os ingressos terão preços promocionais para lotar o Mineirão.
“Eles precisam provar que não foi roubo, se foi roubo o Boca também está metido nisso. Se for roubo eles não vão voltar atrás. Se for erro, eles vão aceitar e vão liberar o Dedé e minimizar nosso prejuízo”, salientou.