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Com 4 votos a 3, TJD absolve Petrallás, que permanece na presidência da federação

O julgamento aconteceu na Câmara Municipal de Campo Grande. A defesa do acusado tem até três dias para recorrer da decisão ao Supremo Tribunal de Justiça Desportiva.

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Na noite de ontem (11), o Tribunal de Justiça Desportiva de Mato Grosso do Sul (TJD-MS) decidiu, por uma margem apertada, sobre as irregularidades na gestão de Estevão Petrallás entre 2016 e 2018, mantendo-o no cargo de presidente interino da federação de futebol (FFMS). O placar foi de 4 a 3, com o desempate realizado pelo presidente do Tribunal, Patrick Hernandes.

O julgamento aconteceu na Câmara Municipal de Campo Grande e foi bastante acalorado, com muitas discussões entre o denunciante e o acusado.

Após os relatores apresentarem seus votos, o advogado do Comercial, Reinaldo Leão, alegou que Petrallás não poderia ter sido indicado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) devido a irregularidades nas prestações de contas da Liga de Futebol Profissional de Mato Grosso do Sul, durante o período em que o atual gestor interino era presidente. 

É importante lembrar que em 2016, a Justiça condenou a Liga de Futebol Profissional, então presidida por Estevão Petrallás, ao pagamento de R$40 mil. Atualmente, o valor da condenação ultrapassa R$131 mil.

Conforme o Art. 67 da Lei nº 14.597 (Lei Geral do Esporte), a denúncia solicitava o afastamento imediato de Petrallás da federação, mencionando sua inelegibilidade.

Depois que o caso veio à tona, o advogado de defesa, Rafael Meirelles, pediu o arquivamento do caso e a manutenção de Estevão à frente da FFMS, frisando que o processo é exclusivamente contra a Liga de Futebol.


A votação …. 

Após as defesas apresentarem seus argumentos, deu-se início à votação, com a presença de sete auditores na mesa, em sessão híbrida.

O primeiro a votar foi o relator da mesa, que se declarou contrário à medida da Procuradoria Geral. Na sequência, Marcelo Carriel seguiu o relator e afirmou que também não poderia ser favorável.

A única mulher na mesa, a auditora Celina de Mello e Dantas Guimarães, foi a primeira a concordar com a denúncia e se opor ao relator. O auditor Munir Yusef acompanhou a colega, assim como Valessa Silvério, resultando até então em 3 a 2 contra Estevão.

Seguindo a votação, o auditor Leonardo Ros Ortiz empatou o placar, deixando para o presidente do Tribunal o desempate.

Em seu momento de fala, Patrick Hernandes decidiu se posicionar contra a medida da Procuradoria Geral, fechando os votos em 4 a 3 a favor de Petrallás.

A decisão foi muito comemorada pelo presidente interino da federação, que permanecerá no comando da federação de futebol pelos próximos 90 dias. O autor da denúncia, o Esporte Clube Comercial, tem até três dias para recorrer ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). 

 

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Esportes

Seleção brasileira terá 1ª convocação pós-Copa em 9 de setembro

Brasil fará amistosos contra Austrália e Índia na próxima Data Fifa

02/09/2026 23h00

Foto: Rafael Ribeiro / CBF

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A primeira convocação da seleção brasileira pós-Copa do Mundo está programada para a próxima quarta-feira (9), a partir das 15h (horário de Brasília). A data foi confirmada hoje pela CBF. O técnico italiano Carlo Ancelotti anunciará os 26 jogadores que enfrentarão Austrália e Índia em três amistosos fora do país na próxima Data Fifa (entre 21 de setembro e 6 de outubro). Os jogos serão os primeiros do ciclo de preparação para o Mundial de 2030, com sedes em Espanha, Portugal, Marrocos, Uruguai, Argentina e Paraguai.

Ancelotti divulgará a lista de convocados na sede da CBF, no Rio de Janeiro, com transmissão ao vivo na CBF TV, no YouTube. É grande a expectativa em torno da primeira lista do técnico italiano após a eliminação precoce do Brasil para a Noruega, nas oitavas de final do Mundial deste ano. Além de acompanhar os jogos no país, o treinador passou a última semana na Europa, acompanhando jogos com atletas brasileiros que defendem clubes franceses e ingleses.  

O Brasil enfrentará a Austrália duas vezes na casa dos adversários. O primeiro confronto será em 25 de setembro (uma sexta-feira), às 7h (horário de Brasília), no estádio Queensland Country Bank, em Townsville. Quatro dias depois, as duas seleções voltam a duelar, no mesmo horário, no estádio Suncorp, em Brisbane. Já a partida contra a Índia está programada para 3 de outubro (um sábado), às 11h, no estádio Salt Lake, em Calcutá.

projeto de lei

Árbitros poderão ter proteção especial contra ameaças e agressões em MS

Projeto de lei em tramitação na Assembleia Legislativa prevê protocolo com medidas de prevenção, segurança e resposta a casos de violência durante competições esportivas

02/09/2026 18h01

Projeto quer medidas para proteger equipes de arbitragem

Projeto quer medidas para proteger equipes de arbitragem Foto: Pixabay

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Árbitros e demais profissionais que atuam nas equipes de arbitragem durante competições esportivas poderão contar com proteção do Estado. Um projeto de lei que tramita na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul propõe a criação de um protocolo específico para aumentar a segurança dos profissionais.

A proposta, de autoria do deputado Professor Rinaldo (União Brasil) prevê a criação da Política Estadual de Segurança à Arbitragem Esportiva, que será colocada em prática por meio de um protocolo com medidas de prevenção e resposta a situações de violência, ameaça, intimidação e constrangimento. 

As diretrizes, em caso de aprovação e sanção do governador, serão válidas para eventos profissionais e amadores.

O projeto estabelece que as medidas deverão levar em consideração as características de cada modalidade esportiva, o tamanho do evento, a estimativa de público, o histórico de ocorrências e o nível de risco identificado.

Dentre as mudanças previstas está a realização de uma avaliação das condições de segurança antes do início das competições.

O texto afirma que o árbitro principal ou o responsável pela equipe de arbitragem deverá verificar, por meio de um formulário ou checklist, aspectos como as condições do local, o controle de acesso do público, a segurança dos vestiários, as rotas de saída, a iluminação e a existência de meios de comunicação com os responsáveis pela organização.

Os organizadores dos eventos serão responsáveis por adotar medidas peventivas, como garantir áreas de acesso restrito, disponibilizar espaço seguro para a preparação e permanência dos árbitros, assegurar estacionamento ou local adequado para embarque e desembarque e adotar medidas para prevenir ameaças, agressões, tumultos e invasões da área de competição.

Nos casos de partidas consideradas de maior risco, o protocolo prevê reforço das medidas e, quando necessário, o acionamento dos órgãos de segurança pública.

Também está prevista a possibilidade de interrupção da competição caso ocorra qualquer situação que represente risco concreto e iminente à integridade física ou psicológica da equipe de arbitragem.

Caso o problema persista e as condições mínimas de segurança não sejam restabelecidas, a partida poderá ser suspensa ou encerrada, conforme as regras da modalidade e das entidades esportivas responsáveis.

O projeto busca ainda proteger o árbitro de eventuais retaliações. A equipe de arbitragem não poderá sofrer prejuízo por interromper ou se recusar a iniciar uma atividade esportiva diante de uma situação de risco devidamente fundamentada e registrada.

A proposta estabelece que essa decisão, por si só, não poderá resultar em desconto de remuneração, perda de diária, multa ou exclusão de escala, sem prejuízo da apuração dos fatos pelas instâncias competentes.

Por fim, o protocolo cria previsão de um relatório específico para registrar ocorrências envolvendo ameaças, agressões, intimidações, invasões da área de competição, danos patrimoniais ou outras situações que comprometam a segurança dos árbitros.

O documento deverá reunir informações sobre o local, horário, envolvidos, providências adotadas e eventuais provas, como fotografias e vídeos obtidos licitamente.

Além das medidas de segurança, a proposta prevê ações educativas e de capacitação, com campanhas de respeito à arbitragem, orientação de atletas, dirigentes, comissões técnicas e torcedores e divulgação dos canais para comunicação e registro de ocorrências.

Na justificativa do projeto, o deputado afirma que a iniciativa parte do diagnóstico de que árbitros estão expostos a agressões físicas e verbais, ameaças e outras formas de violência, que podem comprometer a integridade dos profissionais e desestimular a permanência na atividade. 

O objetivo seria mudar a forma de enfrentamento da violência no esporte, priorizando a prevenção e o planejamento antes das competições, estabelecendo responsabilidades e criando mecanismos para preservar a integridade dos profissionais responsáveis pela arbitragem.

O protocolo não substituirá a atuação das forças de segurança pública, dos serviços de emergência, das entidades esportivas ou da Justiça Desportiva.

O projeto de lei ainda passará por discussão e votação na Assembleia Legislativa e, caso seja aprovado, vai à sanção do governador.

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