Esportes

TRISTE HISTÓRIA

Reforço do Operário é irmão de jogador vítima de acidente aéreo da Chapecoense

O lateral-direito Gabriel Biteco, de 26 anos, foi revelado pelo Grêmio e é um dos 24 novos jogadores que vão integrar o elenco do Galo para a próxima temporada

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O lateral-direito Gabriel Biteco, novo reforço do Operário para a próxima temporada, é irmão do volante Matheus Biteco, uma das vítimas do acidente aéreo da Chapecoense de 2016.

O mais novo de três irmãos futebolistas, Gabriel viveu um dos piores momentos da vida há pouco mais de nove anos. Em novembro de 2016, seu irmão Matheus Biteco, considerado uma das maiores revelações do futebol brasileiro na época, morreu junto com outras 70 pessoas (dentre elas, jogadores, jornalistas e comissão técnica) que iam à Colômbia pela final da Copa Sul-Americana.

Para piorar a situação, Matheus tinha acabado de se tornar pai quando o avião caiu. Nascido em 1999, o agora jogador do Operário tinha apenas 17 anos quando Matheus morreu, e já estava nas categorias de base do Grêmio, que também revelou seus outros dois irmãos.

Guilherme Biteco, que foi descoberto junto com Matheus, era muito próximo do irmão justamente pela semelhança na carreira e idade.

"Não tem o que dizer, é muita tristeza, ninguém quer acreditar, enquanto não vermos o corpo, não vamos acreditar", disse ao UOL Esporte um dia após o acidente.

Hoje, Guilherme ajuda jovens nas categorias de base e interrompeu a carreira profissional no mês passado.

Com a morte, o caçula Gabriel chegou a pensar em desistir da carreira, mas retomou o foco com ajuda do irmão Guilherme. Ao Globo Esporte em 2017, o irmão do meio contou como foi convencer Gabriel a não desistir.

"Ele também tomou um susto. No início, falou que não queria mais jogar. Eu não pensei em parar, só me desliguei totalmente do mundo. Não via televisão, não mexia no telefone, não fazia nada. Quando fui acordar já estava no final de janeiro, quando acertei com o Paraná. Falei com ele, abracei, falei que a gente tinha que jogar pelo Matheus. Aí ele botou a cabeça no lugar, ficou mais tranquilo. Esses tempos fez um gol no Gre-Nal, está começando a dar o passinho dele, um de cada vez, fazendo a história dele", disse.

Anunciado no dia 9 de dezembro como terceira contratação do clube - uma das primeiras na era Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Galo, Gabriel também nasceu em Porto Alegre. Depois do Grêmio, ele já jogou em oito equipes diferentes: Esportivo (RS); Mogi Mirim (SP); Rio Branco (PR); América T.O (MG); União Frederiquense (RS); GE Brasil (RS); Concórdia (SC); e Bagé (RS).

ACIDENTE AÉREO

Em 2016, uma tragédia abalou o mundo do futebol. O avião que levava a delegação da Chapecoense caiu na madrugada do dia 29 de Novembro na Colômbia, local onde ocorreria o primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana. Além dos jogadores e comissão técnica, havia jornalistas e tripulantes. Dos 77 passageiros que estavam a bordo do voo, somente 6 sobreviveram.

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FÓRMULA 1

Bortoleto cita falta de aderência no GP do Japão: 'a gente teve algum problema'

Apesar de não ter pontuado no Japão, o brasileiro disse estar feliz com o carro

29/03/2026 18h00

Com a pausa no calendário da Fórmula 1, Bortoleto disse que o tempo é favorável para trabalhar o carro.

Com a pausa no calendário da Fórmula 1, Bortoleto disse que o tempo é favorável para trabalhar o carro. Divulgação

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Disputado na madrugada deste domingo, consolidou o bom momento de Andrea Kimi Antonelli e, enquanto Oscar Piastri e Charles Leclerc completaram o pódio, Gabriel Bortoleto terminou na 13ª colocação.

Fora da zona de pontuação, o brasileiro disse que não conseguia acompanhar os adversários nas retas do Circuito de Suzuka. Na largada, o brasileiro perdeu quatro posições.

"De grip [aderência], comparado aos carros que estavam brigando com a gente, estava melhor nas curvas. O problema é que de reta faltou um pouco. A gente teve algum problema", afirmou Bortoleto à TV Globo. "Não estava conseguindo acompanhar os caras na reta, fui bastante ultrapassado e não tinha como me manter ali. A gente precisa de tempo agora para analisar tudo e ir para a próxima."

Apesar de não ter pontuado no Japão, o brasileiro disse estar feliz com o carro. "Fizemos uma boa classificação, na corrida faltaram só alguns outros fatores."

O piloto da Audi também falou sobre as dificuldades da equipe nas largadas. "Isso já vem desde a Austrália, foi de 3, 4 posições lá", afirmou ele, que pontuou na primeira prova da temporada. "Na China eu não larguei, mas o Nico (Hülkenberg) largou e perdeu todas as posições."

Segundo ele, a escuderia está tentando corrigir o problema, mas "tem sido complicado". "Faz parte, não tem o que fazer. A gente sabe dos problemas que a gente tem e estamos trabalhando para solucionar."

Com a pausa no calendário da Fórmula 1, Bortoleto disse que o tempo é favorável para trabalhar o carro. "Agora que tem um mês parado, e a gente vai dar o nosso melhor. Voltar na fábrica, tanto na Alemanha quanto na Suíça, e tentar arrumar tudo."

Com o resultado, Antonelli assume pela primeira vez a liderança do Mundial de Fórmula 1 e entra para a história como o mais jovem piloto a liderar o campeonato, aos 18 anos, sete meses e 12 dias. O italiano ultrapassa uma marca que pertencia a Lewis Hamilton desde 2007.

GP do Japão

A corrida começou com reviravolta logo na largada. Apesar de sair na pole, Antonelli foi superado por Piastri ainda antes da primeira curva e caiu para o meio do pelotão, chegando a ocupar a sexta posição.

O australiano da McLaren assumiu a ponta, seguido por Leclerc e Lando Norris, enquanto as Mercedes tentavam reagir após perderem posições.

Nas voltas iniciais, Piastri sustentou a liderança diante da pressão de seus rivais, enquanto George Russell avançava no pelotão e chegava a tomar a ponta momentaneamente, antes de ser superado novamente pelo piloto da McLaren. Antonelli, por sua vez, iniciou uma corrida de recuperação, disputando posições no grupo intermediário e se aproximando dos líderes.

O momento decisivo da prova veio na volta 22, com o acidente de Oliver Bearman. O piloto da Haas perdeu o controle ao tentar evitar uma desaceleração brusca à sua frente, saiu da pista e bateu com força na barreira de proteção.

Apesar do impacto, estimado em 51G, o britânico deixou o carro consciente e foi encaminhado ao centro médico, sem fraturas.

A entrada do safety car mudou o rumo da corrida. Parte dos líderes já havia feito suas paradas, enquanto outros, como Antonelli, aproveitaram o período de neutralização para ir aos boxes. A estratégia colocou o italiano de volta à liderança, enquanto Russell, que parou pouco antes da bandeira amarela, perdeu posições importantes.

Na relargada, Antonelli conseguiu administrar a pressão de Piastri e manteve o controle da prova até a bandeirada. Leclerc completou o pódio em terceiro, consolidando um fim de semana consistente da Ferrari.

Mais atrás, a corrida também foi marcada por disputas intensas no pelotão intermediário e dificuldades de ritmo para alguns pilotos. Bortoleto teve desempenho regular e cruzou a linha de chegada em 13º, fora da zona de pontuação.

Com a vitória, Antonelli abre vantagem na liderança do campeonato em relação ao companheiro de equipe, George Russell, revertendo a desvantagem que tinha antes da etapa japonesa.

A Fórmula 1 entra em uma pausa no calendário. A próxima corrida será o GP de Miami, no dia 3 de maio, no circuito do Autódromo Internacional de Miami, nos Estados Unidos.

Resultado final do GP do Japão de Fórmula 1

1 - Andrea Kimi Antonelli (ITA/Mercedes), 53 voltas

2 - Oscar Piastri (AUS/McLaren), a 13s722

3 - Charles Leclerc (MON/Ferrari), a 15s270

4 - George Russell (ING/Mercedes), a 15s754

5 - Lando Norris (ING/McLaren), a 23s479

6 - Lewis Hamilton (ING/Ferrari), a 25s037

7 - Pierre Gasly (FRA/Alpine), a 32s340

8 - Max Verstappen (HOL/Red Bull), a 32s677

9 - Liam Lawson (NZL/Racing Bulls), a 50s180

10 - Esteban Ocon (FRA/Haas), a 51s216

11 - Nico Hülkenberg (ALE/Audi), a 52s280

12 - Isack Hadjar (FRA/Red Bull), a 56s154

13 - Gabriel Bortoleto (BRA/Audi), a 59s078

14 - Arvid Lindblad (ING/Racing Bulls), a 59s848

15 - Carlos Sainz Jr. (ESP/Williams), a 1min05s007

16 - Franco Colapinto (ARG/Alpine), a 1min05s773

17 - Sergio Pérez (MEX/Cadillac), a 1min32s453

18 - Fernando Alonso (ESP/Aston Martin), a 1 volta

19 - Valtteri Bottas (FIN/Cadillac), a 1 volta

20 - Alexander Albon (TAI/Williams), a 2 voltas

Não completaram: Lance Stroll (CAN/Aston Martin) e Oliver Bearman (ING/Haas).

 

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time

Flamengo negocia aluguel de avião exclusivo para reduzir desgaste em viagens

Hoje, o Flamengo já utiliza voos fretados em todos os deslocamentos, mas ainda depende da disponibilidade das companhias aéreas

29/03/2026 12h00

Reprodução Instagram @flamengo

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O Flamengo trabalha nos bastidores para dar um novo passo na logística do futebol. O clube negocia o aluguel de uma aeronave que ficaria à disposição integral da delegação, com a ideia de reduzir desgaste e ganhar autonomia nas viagens ao longo da temporada.

A expectativa interna é fechar o acordo após a Copa do Mundo. A proposta em discussão prevê um contrato de três a quatro anos. Hoje, o Flamengo já utiliza voos fretados em todos os deslocamentos, mas ainda depende da disponibilidade das companhias aéreas.

Com uma aeronave dedicada, o cenário muda. A ideia é ter o avião baseado no Rio de Janeiro, pronto para uso conforme a necessidade do clube, tanto nas idas quanto nos retornos.

"Vamos garantir 30/35 voos com uma companhia. Se tudo der certo, essa aeronave fica em chão no Rio de Janeiro e só decola quando a gente quiser", afirmou o presidente Bap em entrevista à Flamengo TV.

Antes mesmo de avançar na negociação, o clube já vinha ajustando processos internos para tentar minimizar problemas logísticos. A ideia tem sido antecipar o planejamento das viagens e encaixar os deslocamentos de acordo com a rotina de treinos e jogos.

"Essa aeronave poderia prestar serviço para outros clubes, para o Flamengo fica mais barato e é conveniente para todos. Quando o Flamengo está no Rio, a aeronave estaria em chão e poderia voar com outros clubes. O que o Flamengo está comprando é ter a aeronave no chão no dia e na hora que quisermos voar. Sempre trabalhando na busca da excelência, e a logística não é diferente, ainda mais em um ano como esse. Depois da Copa do Mundo vai ser punk", explicou.

Até a parada para a Copa do Mundo, o calendário será apertado. O último compromisso antes da pausa está marcado para 31 de maio. Nesse intervalo, o Flamengo terá 18 partidas e deve percorrer mais de 27 mil quilômetros em compromissos pelo Brasileiro, Libertadores e Copa do Brasil.

Depois do Mundial, o cenário tende a ser ainda mais exigente, com as competições em fases decisivas e um calendário mais apertado ainda pela paralisação de quase dois meses.

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