Um ciclone extratropical deve se formar no próximo sábado (10), entre o litoral do Sul do país e o Uruguai, impulsionado por uma frente fria que já avança sobre o continente.
O fenômeno se soma a um cavado — faixa de baixa pressão que intensifica as chuvas — e deve espalhar temporais e rajadas de vento por 13 estados durante a semana. O Rio Grande do Sul concentra o maior risco: em alguns pontos, a chuva pode superar 150 milímetros até sexta-feira (9).
Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro também entram na rota do mau tempo, com volumes que preocupam moradores de áreas sujeitas a alagamento.
Como será a semana no Sul
O Paraná e o litoral norte catarinense registraram a chuva mais forte na terça-feira (6). O Rio Grande do Sul, por sua vez, terá agravamento gradual, com o pico da instabilidade sendo nesta quinta (8) e sexta-feira (9), quando o cavado ganha força e abre caminho para o ciclone de sábado (10).
Esse sistema deve puxar mais umidade para a região e alimentar tempestades no noroeste e no centro gaúcho, no meio-oeste catarinense e no leste paranaense. Em Chapecó, os acumulados podem chegar perto de 100 milímetros, enquanto o Paraná deve registrar algo próximo de 90 milímetros entre as porções leste e oeste do estado.
"13 mil pessoas são afetadas por temporal no Rio Grande do Sul". https://t.co/YZernQOzxu
— Sérgio Santos (@ZAMENZA) October 6, 2026
Risco de alagamento em áreas vulneráveis
Tanta chuva concentrada em poucos dias aumenta a chance de rios e córregos transbordarem, além de deslizamentos em encostas e regiões já fragilizadas.
Por isso, quem mora perto de encostas ou costuma enfrentar vias alagáveis deve redobrar a atenção. Enquanto o Sul se prepara para o pico da instabilidade, São Paulo, Minas Gerais. E o Rio de Janeiro seguem sob um corredor de umidade ligado à mesma frente fria que avançou ontem, terça-feira (6).
Nesta quarta-feira (7), pancadas fortes e temporais à tarde são esperados em praticamente todo o território paulista, em boa parte de Minas Gerais e no centro e sul fluminense.
Sudeste e Centro-Oeste também entram na rota
Na quarta-feira, o Rio de Janeiro e trechos do Triângulo Mineiro concentram os maiores volumes da semana, com estimativas acima de 90 milímetros no leste Mineiro e na região central fluminense. A força da chuva diminui no Sudeste a partir desta quinta e sexta, mas pancadas isoladas ainda podem surpreender São Paulo e o oeste Mineiro.
No Centro-Oeste, o Mato Grosso do Sul e o sul de Goiás despontam entre as áreas mais atingidas. Ontem, na terça-feira (6), o leste sul-mato-grossense e o sul do Mato Grosso receberam a chuva mais intensa.
A partir desta quinta-feira (8), a instabilidade se espalha por Mato Grosso do Sul, com acumulados que podem superar 50 milímetros até o fim da semana.
A fronteira amazônica também entra no radar, e ontem, terça-feira (6), tempestades atingiram o oeste do Amazonas e avançaram à noite sobre o Acre e o norte de Rondônia. Entre quinta e sexta-feira, a instabilidade se concentra principalmente no Acre e em Rondônia, enquanto o oeste do Amazonas ainda pode registrar chuva.
Com a chegada do ciclone extratropical no próximo sábado (10), cidades do noroeste gaúcho devem enfrentar rajadas de vento acima de 100 km/h.



