Recorde quebrado

Enquanto todos lutam por 1 minuto, mulher de 61 anos ficou 5 horas na posição de prancha

Mulher superou seu próprio recorde mundial feminino de prancha

DonnaJean Wilde superou seu próprio recorde mundial feminino de prancha ao permanecer na posição por cinco horas consecutivas durante o Huntsman World Senior Games, na última terça-feira (6), nos Estados Unidos.

A canadense de 61 anos, avó de 12 netos, manteve apenas os antebraços e as pontas dos pés em contato com o chão. Assim, sustentou o corpo inteiramente alinhado durante todo o desafio. Wilde convive com dor crônica nas mãos e nos braços, condição que torna cada minuto de prancha mais exigente.

Professora aposentada e ex-vice-diretora de escola, Wilde descobriu a prancha há cerca de 12 anos após quebrar o pulso. A lesão a afastou temporariamente de atividades como corrida e musculação, levando-a a buscar uma alternativa de exercício viável.

 

Como a prancha se tornou uma paixão

Na posição de prancha, Wilde percebeu que conseguia ler e realizar outras atividades enquanto mantinha o corpo alinhado. A descoberta despertou seu interesse pelo exercício, que deixou de ser uma alternativa terapêutica e se tornou uma paixão. Com o tempo, Wilde passou a dedicar entre duas e três horas por dia à prancha, segundo dados do Guinness World Records.

O novo resultado superou sua marca anterior de 4 horas, 30 minutos e 11 segundos, estabelecida em março de 2024 e homologada pelo Guinness. Naquela ocasião no Canadá, ela contou com a presença do marido Randy, dos filhos e dos netos acompanhando cada minuto do desafio.

Antes de estabelecer esse histórico na prancha, Wilde também acumulou um recorde de flexões realizadas dentro de uma hora, reforçando sua trajetória como atleta sênior.

Os custos físicos da permanência na posição

À medida que as horas passavam, os braços e os pés de Wilde ficavam progressivamente mais avermelhados, sinal do esforço contínuo. Os cotovelos passaram a doer intensamente, e ela temeu romper a posição antes do fim.

A tensão para manter o alinhamento corporal provocou dores nos quadríceps. Wilde relata ter ficado tensa durante todo o desafio, e a última hora foi a mais difícil para manter a concentração e a posição correta.

Reflexão

Tomás de Aquino: "Se o objetivo do capitão fosse preservar o navio, ele o manteria no porto"

Frase segue ecoando entre quem reflete sobre o medo e as decisões

08/10/2026 10h46

Imagem: Carlo Crivelli/Wikimedia Commons

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Uma frase atribuída a Tomás de Aquino, filósofo e teólogo italiano do século XIII, segue ecoando entre quem reflete sobre o medo e as decisões: se o propósito máximo de um capitão fosse preservar o navio, ele o manteria no porto para sempre.

A metáfora do barco parado ilumina um dilema que atravessa qualquer época — o risco de agir versus a ilusão de segurança total. Evitar riscos pode garantir proteção no curto prazo, mas também pode travar exatamente aquilo para o qual alguém foi preparado.

Essa tensão permanece atual porque aparece em decisões que as pessoas enfrentam: vale ficar no conforto conhecido ou é preciso navegar em águas incertas?

O risco como parte do caminho

Para o teólogo, arriscar-se não significa agir sem rumo nem ignorar as consequências. Significa aceitar que a busca por segurança absoluta pode distanciar uma pessoa justamente daquilo que ela pretende alcançar. Essa interpretação se aproxima do projeto intelectual de Tomás de Aquino: unir fé e razão numa mesma estrutura de pensamento, sem tratá-las como inimigas.

A reflexão não defende a imprudência, mas questiona quando a proteção se torna paralisia. Um capitão que nunca solta as amarras do porto não cumpre sua função — navegar. Da mesma forma, uma pessoa que recusa todo risco deixa sua vida e seus objetivos em suspenso indefinidamente.

O propósito acima da proteção

A metáfora do capitão carrega ainda outra camada: proteger algo não pode virar o único objetivo de quem navega, porque isso impede o navio de cumprir a função para a qual existe. Prudência, decisão e busca por um fim ajudam a explicar por que esse raciocínio continua citado em debates sobre o sentido da vida.

Tomás de Aquino entendia que virtude, fé e escolhas pessoais não eram abstrações isoladas, mas elementos que se entrelaçavam nas decisões concretas. Por isso sua reflexão sobre o capitão e o porto resiste ao tempo — ela não oferece respostas prontas, mas convida a pensar sobre o que realmente importa em nossas vidas.

Quem foi Tomás de Aquino

Nascido em 1225 e falecido em 1274, o religioso foi membro da Ordem dos Dominicos. E se tornou uma das figuras centrais da Escolástica, corrente que buscava explicar questões de fé por meio da lógica.

Ele defendeu o papel da razão para alcançar certas verdades e formulou as chamadas cinco vias, um conjunto de argumentos sobre a existência de Deus que marcou a filosofia medieval.

Sua obra mais influente, a Suma Teológica, abordou questões relacionadas a Deus, o conhecimento, a moral, a lei e a natureza humana. A obra é referência para quem estuda filosofia e teologia cristã por tentar organizar de forma sistemática perguntas que a humanidade carrega há séculos.

Um legado que segue navegando

A frase do capitão resiste porque fala de um impasse que ainda hoje aparece nas decisões de quem escolhe entre o conforto do porto e o risco do mar aberto. Não é pergunta apenas de filósofos: é pergunta de quem decide mudar de carreira, de quem enfrenta um desafio inesperado, de quem precisa escolher entre o seguro e o desejado.

Tomás de Aquino não pregava temeridade, mas advertia que a vida plena exige coragem — a coragem de reconhecer que nem toda segurança nos protege, e nem todo risco nos destrói. A verdadeira sabedoria está em navegar com propósito, aceitando que algumas águas precisam ser cruzadas para chegar aonde se quer ir.

Em alerta

Alerta nacional: Ciclone se forma no Brasil e preocupa 5 estados

Ciclone extratropical deve se formar nos próximos dias

08/10/2026 10h27

Foto: Atlantic Ambience/Pexels

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Um ciclone extratropical deve se formar no próximo sábado (10), entre o litoral do Sul do país e o Uruguai, impulsionado por uma frente fria que já avança sobre o continente.

O fenômeno se soma a um cavado — faixa de baixa pressão que intensifica as chuvas — e deve espalhar temporais e rajadas de vento por 13 estados durante a semana. O Rio Grande do Sul concentra o maior risco: em alguns pontos, a chuva pode superar 150 milímetros até sexta-feira (9).

Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro também entram na rota do mau tempo, com volumes que preocupam moradores de áreas sujeitas a alagamento.

Como será a semana no Sul

O Paraná e o litoral norte catarinense registraram a chuva mais forte na terça-feira (6). O Rio Grande do Sul, por sua vez, terá agravamento gradual, com o pico da instabilidade sendo nesta quinta (8) e sexta-feira (9), quando o cavado ganha força e abre caminho para o ciclone de sábado (10).

Esse sistema deve puxar mais umidade para a região e alimentar tempestades no noroeste e no centro gaúcho, no meio-oeste catarinense e no leste paranaense. Em Chapecó, os acumulados podem chegar perto de 100 milímetros, enquanto o Paraná deve registrar algo próximo de 90 milímetros entre as porções leste e oeste do estado.

 

Risco de alagamento em áreas vulneráveis

Tanta chuva concentrada em poucos dias aumenta a chance de rios e córregos transbordarem, além de deslizamentos em encostas e regiões já fragilizadas.

Por isso, quem mora perto de encostas ou costuma enfrentar vias alagáveis deve redobrar a atenção. Enquanto o Sul se prepara para o pico da instabilidade, São Paulo, Minas Gerais. E o Rio de Janeiro seguem sob um corredor de umidade ligado à mesma frente fria que avançou ontem, terça-feira (6).

Nesta quarta-feira (7), pancadas fortes e temporais à tarde são esperados em praticamente todo o território paulista, em boa parte de Minas Gerais e no centro e sul fluminense.

Sudeste e Centro-Oeste também entram na rota

Na quarta-feira, o Rio de Janeiro e trechos do Triângulo Mineiro concentram os maiores volumes da semana, com estimativas acima de 90 milímetros no leste Mineiro e na região central fluminense. A força da chuva diminui no Sudeste a partir desta quinta e sexta, mas pancadas isoladas ainda podem surpreender São Paulo e o oeste Mineiro.

No Centro-Oeste, o Mato Grosso do Sul e o sul de Goiás despontam entre as áreas mais atingidas. Ontem, na terça-feira (6), o leste sul-mato-grossense e o sul do Mato Grosso receberam a chuva mais intensa.

A partir desta quinta-feira (8), a instabilidade se espalha por Mato Grosso do Sul, com acumulados que podem superar 50 milímetros até o fim da semana.

A fronteira amazônica também entra no radar, e ontem, terça-feira (6), tempestades atingiram o oeste do Amazonas e avançaram à noite sobre o Acre e o norte de Rondônia. Entre quinta e sexta-feira, a instabilidade se concentra principalmente no Acre e em Rondônia, enquanto o oeste do Amazonas ainda pode registrar chuva.

Com a chegada do ciclone extratropical no próximo sábado (10), cidades do noroeste gaúcho devem enfrentar rajadas de vento acima de 100 km/h.

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