Alerta

Não bastasse El Niño, crise de saúde global pode acontecer nos próximos meses

Os fenômenos de El Niño ocorrem a cada dois a sete anos.

Um El Niño recorde pode provocar crises de saúde em escala mundial nos próximos meses, incluindo doenças infecciosas, desnutrição infantil e mortes por calor extremo. Pesquisadores da Universidade de Bristol alertam que o mundo está despreparado, apesar de contar com meses de aviso prévio.

Os fenômenos de El Niño ocorrem a cada dois a sete anos, quando água quente se acumula no Pacífico oriental e altera os padrões climáticos globais. As consequências se espalham para longe: algumas regiões sofrem inundações, enquanto outras enfrentam secas severas. Doenças transmissíveis se espalham, e a fome atinge crianças.

Um recorde previsto, mas ignorado

As previsões atuais indicam que a anomalia da temperatura da superfície do mar pode atingir 3,9°C, acima do recorde anterior de +2.75°C, estabelecido pelo El Niño de 2015-16. O possível recorde ocorre quando o planeta já está aquecido por décadas de emissões, o que pode levar muitas regiões a condições climáticas nunca experimentadas antes.

Essa combinação ameaça a saúde em várias regiões. Ruby Lieber, pesquisadora da Universidade de Bristol, afirmou, segundo o Earth, que o El Niño atual leva muitas regiões a condições climáticas mais extremas e cria uma necessidade urgente e inédita de compreender, medir e identificar melhor os diferentes perigos para cada país e região.

O vazio perigoso no conhecimento científico

A ciência do El Niño ainda tem uma lacuna: sabe-se que o fenômeno está ligado a doenças transmitidas pela água e por vetores, à desnutrição infantil e à morte por calor em vários continentes. O que permanece obscuro é qual parcela de cada crise de saúde resulta do El Niño e qual decorre do aquecimento causado por emissões humanas.

Embora relacionados, esses dois fatores são distintos. Cientistas desenvolveram ferramentas chamadas estudos de atribuição climático-sanitária para separá-los. Sem saber se um surto de doença ou uma fome foi causado pelo El Niño ou pela mudança climática crônica, os governos não conseguem alocar recursos, preparar respostas para o próximo evento ou construir casos legais para compensação climática.

Cinco ações urgentes para salvar vidas

Um estudo liderado por Ruby Lieber e Dann Mitchell, pesquisadores da Universidade de Bristol, propõe cinco recomendações para transformar a previsão em proteção. Organismos internacionais devem tratar a proteção à saúde como urgente quando o El Niño é declarado oficialmente, aproveitando o aviso prévio que as previsões podem fornecer.

Governos nacionais precisam de suporte para avaliar os efeitos do El Niño sobre suas populações e criar sistemas de alerta antecipado. Um El Niño severo afeta Bangladesh de forma diferente do Peru ou do Leste Africano, mas respostas globais padronizadas ignoram essas diferenças.

Climatologistas e pesquisadores de saúde precisam colaborar em uma escala que hoje não alcançam. A ciência de atribuição avança, mas não chega aos responsáveis pelas políticas sanitárias. Os efeitos na saúde devem ser monitorados continuamente, e não estudados apenas depois de cada evento principal. Uma revisão permanente das evidências manteria atualizada a compreensão disponível para quem precisa agir.

Preparação possível, ação urgente

El Niño chega com avisos previsíveis, ao contrário de terremotos ou furacões, o que torna possível se preparar. No Brasil, entre 2000 e 2019, mais de 120 mil mortes foram atribuídas a ondas de calor, principalmente por doenças cardiovasculares e respiratórias. O dado sinaliza o risco que eventos climáticos extremos impõem à população.

O desafio agora é converter meses de previsão meteorológica em semanas de proteção sanitária concreta antes que o pico chegue. A revisão permanente das evidências manteria atualizada a compreensão disponível para quem precisa agir e ajudaria a transformar o conhecimento científico em políticas públicas capazes de salvar vidas.

Astronomia

Estudo prova que Newton estava errado e Sistema Solar vai se desintegrar antes do previsto

3 planetas podem ser empurrados para fora de suas órbitas.

09/10/2026 17h33

Foto: Zelch Csaba/Pexels

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Júpiter, Saturno, Urano e Netuno podem ser empurrados para fora de suas órbitas quando o Sol morrer, muito antes do que a ciência imaginava. É o que aponta um trabalho publicado no periódico The Astrophysical Journal Letters e assinado pelos pesquisadores Konstantin Batygin, Jim Fuller e Fred C, e adams.

Simulações computacionais mostram que, se a estrela expelir massa em episódios desiguais, em vez de fazê-lo de forma suave e constante, o equilíbrio gravitacional dos planetas gigantes pode ruir em uma fração do tempo calculado anteriormente.

Em quase 90% dos cenários testados, o sistema externo se desfaz dentro de 3 bilhões de anos após a formação do que restar do Sol.

O que acontece quando o Sol morre

Daqui a bilhões de anos, nossa estrela vai inflar numa gigante vermelha e, na sequência, expelir boa parte de sua massa até sobrar apenas um núcleo compacto conhecido como anã branca. Os cálculos antigos tratavam essa perda de massa como um processo gradual e uniforme, mantendo os planetas em órbitas que apenas se afastariam devagar da estrela.

A nova simulação trabalha com outra lógica: a matéria sai em arrancos distintos, em direções variadas, e cada arranco empurra levemente a própria estrela para o lado oposto. Esses pequenos solavancos se somam ao longo do tempo e alteram pouco a pouco a trajetória dos planetas gigantes.

Colisões, expulsões e órbitas embaralhadas

Segundo o modelo dos três autores, os gigantes gasosos já começam a sofrer instabilidade durante a fase de gigante vermelha do Sol em cerca de 40% das simulações. A desorganização gravitacional não implica necessariamente choque direto entre os planetas.

Encontros próximos entre Júpiter, Saturno, Urano e Netuno podem transferir energia de um corpo para outro, o que embaralha as rotas e pode arremessar algum deles para o espaço interestelar. Outros corpos talvez continuem presos gravitacionalmente ao que sobrar do Sol, mas seguindo caminhos bem diferentes dos atuais.

A intuição de Newton sobre a instabilidade

Isaac Newton já desconfiava, ainda no século 17, de que as trocas gravitacionais entre os planetas poderiam, com tempo suficiente, desequilibrar o funcionamento do Sistema Solar. Cálculos posteriores reduziram essa preocupação, indicando um sistema muito mais estável do que a intuição do físico sugeria.

A nova pesquisa não resgata a exatidão técnica de Newton, mas a essência de sua desconfiança: a desordem pode mesmo ser inevitável, desde que o modelo inclua o processo de morte estelar.

Ao incorporar as ejeções irregulares de massa solar, o prazo para o colapso do sistema cai de uma escala medida em quintilhões de anos para apenas alguns bilhões.

Salário

Enquanto Tralli recebe R$ 350 mil por mês, salário de Renata Vasconcellos na Globo é muito maior

Ela se tornou a profissional mais bem remunerada da emissora.

09/10/2026 17h08

Foto: Reprodução

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Renata Vasconcellos passou a receber R$ 1 milhão por mês e se tornou a profissional mais bem remunerada da Globo. O novo contrato faz parte de uma reestruturação salarial que reorganiza a folha de pagamentos da emissora a partir da virada do ano.

O reajuste de R$ 200 mil em relação aos ganhos anteriores acompanha mudanças mais amplas no telejornalismo da Globo, divulgadas pelo colunista Alessandro Lo-Bianco ao portal Terra. Desde 2014, quando assumiu o Jornal Nacional após a saída de Patricia Poeta, a apresentadora lidera o noticiário de maior audiência do país.

Trajetória na emissora e posicionamento

A apresentadora está há 12 anos na Globo, e nesse período, adotou posicionamentos firmes em entrevistas políticas de destaque. Conversas com autoridades como o governador Romeu Zema marcaram sua atuação recente no comando do telejornal. A cúpula da emissora avalia reorganizar a bancada nos próximos anos, segundo a colunista.

Hierarquia salarial na Globo

O salário de Renata Vasconcellos é maior que o dos outros apresentadores da casa. César Tralli recebe cerca de R$ 350 mil por mês, segundo informações divulgadas pelo colunista André Romano, do Observatório da TV.

Ana Paula Araújo, que comanda o telejornal matutino, passou a ganhar R$ 250 mil por mês após os reajustes aprovados, e roberto Kovalick também teve aumento percentual nos ganhos.

Implementação das mudanças

A reestruturação aprovada pela cúpula entrará em vigor na virada do ano, quando as novas bases salariais se tornarão oficiais. A emissora optou por não comentar imediatamente as modificações internas, deixando os valores divulgados por colunistas especializados como principal fonte de informação pública.

As mudanças fazem parte de uma reorganização mais ampla do jornalismo da Globo, que inclui a reformulação do elenco fixo. E a definição de novos salários para seus principais nomes no telejornalismo nacional.

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