Vida canina

O que os cães vivem nos primeiros 6 meses pode mudar seu comportamento para sempre, revela estudo

Estudo envolveu 4.497 cães de 211 raças diferentes

Experiências traumáticas nos primeiros meses de vida deixam marcas duradouras no comportamento dos cães, inclusive na fase adulta. Uma pesquisa de universidades americanas analisou como eventos adversos vividos nesse período crítico moldam o comportamento futuro dos animais. O estudo envolveu 4.497 cães de 211 raças diferentes, e seus resultados foram publicados na revista Scientific Reports.

Pesquisadores da Universidade de Harvard, da Universidade da Pensilvânia, da Universidade de Illinois, da Universidade Estatal de Ohio e da Universidade Rocky Vista coletaram relatos dos donos sobre a história de vida de cada animal, seu ambiente e os episódios enfrentados.

Traumas precoces aumentam agressividade e medo

Um terço dos cães estudados havia passado por pelo menos uma situação adversa antes de completar seis meses. Os dados mostraram que esses animais apresentavam níveis significativamente maiores de medo e agressividade que os cães que não haviam vivenciado esses eventos.

A idade em que o trauma ocorreu foi decisiva: cães submetidos a situações adversas antes dos seis meses apresentaram reações mais agressivas que aqueles que enfrentaram problemas posteriormente. O efeito se manteve independentemente da raça, do sexo ou do tamanho do animal.

 

Acúmulo de traumas amplifica problemas comportamentais

Quanto maior o número de episódios traumáticos enfrentados, mais intensos eram o medo e a agressividade na vida adulta do cão. Esse padrão persistiu mesmo depois que os pesquisadores descartaram variáveis como genética e características físicas do animal.

Os pesquisadores identificaram sete categorias de experiências prejudiciais: castigos físicos, separação do cuidador principal, espancamento, ataques de outros animais, situações que provocam pânico extremo, lesões graves ou risco de morte, e permanência prolongada amarrado ao ar livre.

Por que os primeiros seis meses são cruciais

Os primeiros seis meses incluem etapas fundamentais do desenvolvimento comportamental canino. O período de socialização ocorre aproximadamente entre três e 12 semanas e se estende parcialmente até os seis meses, quando os filhotes aprendem a interagir com pessoas, outros animais e o ambiente.

Traumas vividos nessa janela crítica interrompem o processo natural de aprendizado e deixam cicatrizes emocionais duradouras. As informações sobre cada cão vieram dos relatos dos donos, o que impediu que os pesquisadores comprovassem de forma independente toda a história de vida de cada animal.

Para reduzir esse problema, os especialistas consideraram apenas os episódios que os proprietários afirmaram com segurança ter ocorrido.

Criação de animais

Fazenda na Argentina trocou 3.500 ovelhas por uma reserva com mais de 3.000 guanacos

Local deixou de criar milhares de ovelhas e passou a abrigar milhares de guanacos

09/10/2026 08h15

Foto: Ulrick Trappschuh/Pexels

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Uma propriedade de 7.360 hectares na Patagônia Argentina deixou de criar milhares de ovelhas e passou a abrigar milhares de guanacos. A mudança ocorreu na estância San Pablo, na Península Valdés, província de Chubut, após décadas de pecuária ovina e equina na região. Até 2005, o local chegava a abrigar cerca de 3.500 ovelhas na costa do Golfo Nuevo.

Hoje, mais de 3.000 guanacos ocupam o terreno, transformado em área protegida sob o nome de Reserva de Vida Silvestre San Pablo de Valdés.

Da pecuária à proteção ambiental

A Fundación Vida Silvestre Argentina comprou a propriedade em 2004 e, em julho do ano seguinte, retirou as ovelhas e os cavalos que ainda pastavam ali. A fundação transformou o galpão e a antiga cozinha de tosquia das ovelhas em uma estação de campo voltada à pesquisa do ecossistema local.

Sem os rebanhos, sementes que ficaram escondidas no solo por anos passaram a germinar. Com o tempo, a vegetação se espalhou e os pastos naturais ganharam mais variedade, criando condições melhores de alimento e abrigo para a fauna nativa da estepe patagônica.

 

Explosão populacional dos guanacos

O primeiro levantamento feito na reserva contou apenas 300 guanacos vivendo no terreno. Segundo a fundação, o número disparou ao longo dos anos até ultrapassar os 3.000 animais, impulsionado pela reprodução interna e pela chegada de exemplares vindos de propriedades vizinhas.

A retirada do gado e a queda na caça abriram espaço para que a espécie se espalhasse sem concorrência por pasto. A presença de fêmeas reprodutoras e a fartura de alimento também ajudaram a sustentar esse crescimento.

Outras espécies que ganharam espaço

Além dos guanacos, a reserva hoje abriga choiques, maras e zorros. Também há mais de 60 espécies de aves típicas da estepe patagônica, bioma que a fundação busca proteger.

A antiga fazenda de ovelhas e cavalos se tornou um ponto de referência para estudar como ecossistemas da Patagônia se recuperam quando a atividade pecuária deixa de ocupar o espaço.

Novo surto?

OMS entra em alerta com possível surto de peste pneumônica no mundo

Laboratório de pesquisa na Sibéria se tornou centro de preocupação depois que uma funcionária morreu

09/10/2026 07h49

Foto: Niklas Jeromin/Pexels

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Um laboratório de pesquisa na Sibéria se tornou centro de preocupação depois que uma funcionária morreu, em circunstâncias ainda investigadas, no início de outubro. A Organização Mundial da Saúde (OMS) acompanha o caso em contato com as autoridades russas, enquanto se investiga a possibilidade de vazamento de um agente infeccioso do laboratório.

A pesquisadora Daria Shipilova, de 28 anos, morreu no dia 2 de outubro, depois de adoecer enquanto trabalhava em um instituto dedicado ao estudo da bactéria causadora da peste. A morte levou agências de saúde a isolar cerca de 200 pessoas por precaução, provocou investigações e gerou discussões nas redes sociais sobre a segurança em laboratórios de pesquisa biológica.

O que dizem as autoridades russas

Moscou informou à OMS que exames laboratoriais não identificaram microrganismos associados ao trabalho da funcionária no instituto. Segundo as agências sanitárias russas, ela morreu de pneumonia de origem desconhecida, sem indicação de violação dos protocolos de segurança. As autoridades russas também informaram que nenhum caso de peste foi confirmado em Irkutsk.

As regras internacionais de saúde estabelecem obrigações de comunicação e cooperação entre os países e a OMS em questões epidemiológicas. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, descartou em 7 de outubro os relatos como informações falsas e reafirmou que apenas comunicados oficiais das autoridades russas deveriam ser considerados confiáveis.

 

Cautela na comunicação internacional

As Nações Unidas adotaram um tom cuidadoso ao discutir o caso. Stephane Dujarric, porta-voz da ONU, destacou em 6 de outubro que a organização monitorava a situação e permanecia pronta para oferecer assistência. Ele enfatizou a importância de escolher bem as palavras, pois o intenso interesse público em torno da doença poderia alimentar pânico infundado.

Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, afirmou em 7 de outubro que a agência ainda não tinha um quadro completo do ocorrido e não conseguia avaliar integralmente os riscos. A cautela nas comunicações reflete a sensibilidade do tema diante da repercussão nas redes sociais e nos veículos de imprensa.

A natureza da peste pneumônica

A peste pneumônica é uma infecção bacteriana que afeta os pulmões. Diferentemente de outras formas da doença, pode ser transmitida de pessoa para pessoa por gotículas respiratórias, principalmente durante o contato próximo. Por isso, exige atenção em ambientes onde pessoas infectadas possam ter contato próximo com outras.

O acompanhamento por agências globais de saúde pública mostra que, mesmo com informações ainda limitadas sobre o ocorrido, a comunidade internacional mantém a vigilância. Em 5 de outubro, os Estados Unidos pediram que Moscou demonstrasse transparência sobre a situação.

O acompanhamento contínuo da OMS indica que a organização está avaliando o caso e poderá orientar a resposta sanitária conforme novas informações forem confirmadas. A atuação reflete a importância da cooperação entre países em situações de possível risco à saúde pública.

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