Tecnologia

Robô policial já é uma realidade no Brasil e primeiro exemplar faz aparição

Batizado de Arcanjo, o equipamento é o primeiro do tipo desenvolvido no país.

<p>Um robô humanoide criado para apoiar operações policiais de risco chegou a Brasília na quinta-feira (8) e passou pelos estúdios da TV Globo. Batizado de Arcanjo, o equipamento é o primeiro do tipo desenvolvido no país e tem o objetivo de reduzir a exposição de agentes de segurança a situações perigosas.</p>

<p>Durante uma entrevista ao vivo no Bom Dia DF, com os apresentadores Fred Ferreira e Luísa Doyle, a máquina deu um chute capaz de gerar impacto de 200 kg e mostrou passos de dança, em uma demonstração das articulações e da mobilidade do corpo mecânico.</p><div class="bob-video" style="margin:18px 0"><iframe src="https://www.youtube.com/embed/Ru9coRGETYo" width="560" height="315" frameborder="0" loading="lazy" allowfullscreen="" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture"></iframe></div><p><br></p>

<h2>Quem está por trás do projeto</h2>

<p>O projeto nasceu na IPQ Tecnologia, empresa baiana responsável pelo desenvolvimento do robô. O diretor de operações da companhia, Heitor Galvão, disse ao G1 que o desempenho do robô nos movimentos de dança apresentados durante o programa reflete características da região de origem da empresa.</p>

<p>Depois de passar pelos estúdios, o equipamento participará da ExpoJud 2026, evento que reúne magistrados, servidores e especialistas para debater o uso de inteligência artificial no setor de Justiça.</p>

<h2>Funções pensadas para a segurança pública</h2>

<p>Reconhecimento facial e monitoramento de perímetros estão entre as funções anunciadas pela fabricante. A empresa também prevê integrar o robô às plataformas já usadas pelas forças de segurança.</p>

<p>Por enquanto, o humanoide é uma plataforma de testes e demonstração e está em fase de aperfeiçoamento. O objetivo é que, após os ajustes necessários, ele possa atuar diretamente ao lado de policiais em ações que hoje colocam agentes humanos em risco direto.</p>

Novo planeta?

Astrônomos fazem descoberta rara: planeta pode ter se formado a partir de uma estrela morta

É a primeira detecção desse tipo de corpo celeste

10/10/2026 17h15

Foto: Lucas Pezeta/Pexels

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Pesquisadores identificaram um planeta nunca antes visto em órbita de uma anã branca. É a primeira detecção desse tipo de corpo celeste ao redor desse remanescente estelar ultradenso.

Localizado a cerca de 250 anos-luz da Terra, próximo à constelação de Cetus, o planeta desafia o conhecimento convencional sobre formação planetária. Ele se originou não do disco primordial de poeira que rodeia estrelas jovens, mas dos resíduos expelidos durante a morte de sua estrela hospedeira.

O achado sugere que planetas podem nascer das cinzas estelares, o que justifica a comparação mitológica com a fênix. Jamie Williams, doutorando em astrofísica na Universidade de Warwick, descreveu o sistema como uma fênix cósmica: o planeta renasce dos destroços deixados pela morte da estrela hospedeira.

Depois de ela se transformar em anã branca, e a pesquisa foi publicada na revista Nature Astronomy.

Um mundo nascido de destroços estelares

O planeta é um gigante gasoso, possivelmente tão massivo quanto Júpiter, e orbita a anã branca a uma distância muito curta.

Ele completa uma volta ao redor da estrela em apenas 4,4 dias e está a 4% da distância que separa a Terra do Sol. Essa proximidade o coloca em uma zona de calor e radiação intensa, onde a atmosfera externa do planeta se evapora continuamente.

Sua composição química revela a origem singular: o planeta é rico em nióbio, cobre e zinco, elementos que estrelas moribundas expelem durante sua expansão final.

Essa assinatura química comprova que o corpo se formou a partir de um disco de detritos orbitando o cadáver estelar, não do material primitivo que alimenta a formação planetária tradicional.

Implicações para mundos de segunda geração

A descoberta traz novas informações sobre a população de planetas no cosmos. Alguns possíveis mundos de segunda geração — aqueles nascidos após a morte de sua estrela hospedeira — já haviam sido identificados na órbita de pulsares, um tipo raro de estrela de nêutrons.

Anãs brancas, porém, são mais abundantes que pulsares, e mais de 95% das estrelas da Via Láctea evoluirão para se tornar anãs brancas no futuro. Por isso, planetas de segunda geração podem ser mais comuns do que se suspeitava.

Embora este planeta recém-descoberto seja inóspito para a vida, Williams disse que um planeta rochoso de segunda geração, formado próximo o suficiente de uma anã branca. Poderia permanecer na zona habitável por bilhões de anos, à medida que a estrela esfria de maneira previsível.

Confirmação por múltiplos observatórios

Os pesquisadores analisaram dados de três telescópios orbitais: Hubble, Tess (Transiting Exoplanet Survey Satellite) e Fuse (Far Ultraviolet Spectroscopic Explorer). Eles pretendem usar o Telescópio Espacial James Webb para confirmar as conclusões e investigar as propriedades desse mundo singular. 

El Niño

Cientistas antecipam e Brasil deve ser o principal afetado pelo El Niño

Brasil será o que mais vai sentir os efeitos do chamado Super El Niño

10/10/2026 16h49

Foto: Fatih Turan/Pexels

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Entre os países sul-americanos, o Brasil será o que mais vai sentir os efeitos do chamado Super El Niño, pelo menos é o que apontam pesquisas do Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago.

Iniciado em junho de 2026, o fenômeno tem previsão de seguir ativo até fevereiro de 2027 e eleva o risco de secas prolongadas, temporais fortes e outros eventos extremos com potencial de prejudicar setores econômicos, caso do agronegócio. Os impactos não serão uniformes pelo território brasileiro: parte das regiões deve conviver com a escassez de chuva, enquanto outra parcela fica mais sujeita a temporais e alagamentos.

Esse padrão desigual decorre do aquecimento intenso da superfície oceânica, que descompassa a distribuição de chuva no continente. A preocupação cresce porque o El Niño deve se intensificar a partir deste mês de outubro.

Impactos no agronegócio e energia

Para o setor agrícola, a ameaça é dupla: a redução de chuvas compromete o abastecimento de água das lavouras, enquanto o excesso em outras regiões pode destruir plantações inteiras. Essa realidade obriga empresas ligadas ao agronegócio a mapearem quais operações estão mais vulneráveis e a traçarem planos de contingência específicos para cada localidade e tipo de atividade.

A vulnerabilidade também atinge a geração de energia hidrelétrica, e em cenários de redução das chuvas e avanço da seca, o volume de água nos reservatórios diminui. O que impõe novos desafios operacionais às usinas e às empresas que dependem da geração por fonte hídrica.

A adaptação climática deixa de ser uma questão de longo prazo e passa a integrar o planejamento imediato das empresas.

 

Riscos à saúde e preparação necessária

O relatório do Laboratório de Impacto Climático da Universidade de Chicago também projeta consequências para a população. O calor extremo associado ao fenômeno pode resultar em aproximadamente 451 mil mortes ao longo dos nove meses entre junho de 2026. E fevereiro de 2027, sendo o Brasil responsável por mais de 13 mil dessas mortes apenas.

As organizações precisam identificar quais operações correm maior risco, analisar como a localização das atividades afeta a exposição climática e estruturar planos para enfrentar eventos extremos. No campo, essa avaliação ganha ainda mais peso porque certas áreas podem enfrentar déficit hídrico enquanto outras terão excesso de chuva, o que exige estratégias diferenciadas por região.

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