Em termos de Produto Interno Bruto (PIB) de toda a América Latina, o México aparece na segunda posição, com valor estimado em aproximadamente R$ 8,5 trilhões. Embora esteja atrás apenas do Brasil, o território norte-americano enfrenta diversas questões sociais. Entre as principais estão o elevado índice de violência urbana e o crime organizado.
Na prática, o PIB deveria servir para impulsionar a dinâmica de toda uma sociedade, mas a ausência de políticas voltadas para a dinâmica econômica tende a tornar todo o processo um verdadeiro colapso. Destaque por sua economia diversificada, baseada em indústria, exportações, turismo e serviços financeiros, o país tem sido comandado pela atuação dos cartéis de drogas.

De acordo com dados oficiais, mais de 100 mil pessoas integram a lista de desaparecidos no país, fato que não justifica a potência econômica que o território apresenta. Esse quantitativo faz parte de um levantamento registrado desde os anos de 1960. Por falta de incentivos a políticas contra o crime organizado, os números tendem a escalar com o tempo.
Essa dualidade entre poder e enfraquecimento coloca o México em uma balança que tenta nivelar os investimentos estrangeiros com graves problemas de insegurança, que potencializam a desigualdade social. Por consequência da falta de uma gestão mais organizada, a nação norte-americana fornece acesso limitado a serviços básicos, especialmente para as regiões rurais e comunidades indígenas.
Temor projeta mudança de rota
Na prática, a distribuição da riqueza desigual permanece afetando o desenvolvimento humano, o que pode prejudicar um dos principais atrativos da nação: o turismo. A título de curiosidade, o país lidera com folga o turismo na América Latina, recebendo mais de 38 milhões de visitantes anuais, impulsionado por praias e cultura, principalmente em Cancún e na Cidade do México.
Na análise de especialistas, para que o crescimento econômico seja o puro reflexo de qualidade de vida, o território mexicano necessita de políticas mais eficazes. Isso abrange o combate estruturado à violência e programas sociais de inclusão, garantindo que o progresso econômico seja sentido por todos os moradores, sem exceção.





