Conhecido mundialmente por sua importância na regulamentação do clima e ciclos das águas, o Pantanal surpreende por seu poder hídrico e biodiversidade sem precedentes. Preenchendo o status de uma das maiores planícies alagáveis contínuas do mundo, está disposto em uma área total estimada entre 195.000 km² e 230.000 km², tomada por uma variedade de animais, incluindo peixes.
Aos interessados em conhecer o bioma brasileiro, é possível embarcar em experiências inquestionáveis, que vão desde o ecoturismo, focadas na observação de vida selvagem, até a imersão na natureza. No tocante à gastronomia regional, os peixes não podem ficar de fora do cardápio. Entre os mais apreciados estão o dourado, o pintado, o pacu e o jaú.

Entenda o motivo de tamanha popularidade dos peixes
Carinhosamente apelidado de “Rei do Rio”, o Dourado (Salminus brasiliensis) é um peixe carnívoro de água doce de grande porte, nativo das bacias do Paraná, Paraguai e São Francisco. É valorizado na culinária por sua carne firme e sabor marcante. Vital para a pesca esportiva e para o equilíbrio dos ecossistemas, é indicado para ser preparado grelhado, assado ou em filés, mantendo sempre uma textura suculenta.
Já o Pintado (Pseudoplatystoma corruscans) é um dos maiores e mais valorizados peixes de couro de água doce do Brasil. Assim como o Dourado, é fundamental tanto para o ecossistema quanto para a economia e a culinária. Popular no Pantanal, apresenta-se com a carne branca, tornando-se figura presente em moquecas, caldeiradas e grelhados.
O Pacu (Piaractus mesopotamicus) é um peixe de água doce nativo da América do Sul, podendo ultrapassar 70 cm e 20 kg. É onívoro (come frutas e pequenos peixes), migrador e possui dentes fortes, sendo valorizado na piscicultura e pesca esportiva. Na culinária, ganha destaque ao ser apreciado em preparos assados ou fritos.
Por fim, mas não menos importante, há o Jaú (Zungaro zungaro ou Zungaro jahu), um peixe de couro amazônico gigante, podendo passar de 1,5m e 100kg. Carnívoro e habitante de poços profundos em rios, é um ícone da pesca esportiva e possui carne valorizada no Sudeste, sofrendo com pesca excessiva. Isso porque sua carne firme é indicada para ensopados e preparos em postas generosas.





