Depois de uma trajetória marcada por altos e baixos, Eike Batista volta ao cenário empresarial com uma nova aposta que promete movimentar o setor energético brasileiro. O empresário, que já liderou o ranking dos mais ricos do país antes da derrocada de seu império, agora mira o agronegócio e os biocombustíveis com a chamada “supercana”.
Trata-se de uma variedade de cana-de-açúcar com potencial de produção muito superior à tradicional, desenvolvida para ampliar a eficiência na geração de etanol e biomassa. Eike é novamente um dos protagonistas da inovação energética, desafiando indiretamente o domínio da Petrobras no fornecimento de combustíveis.

A supercana e o novo modelo de biocombustível
A supercana, segundo Eike, pode produzir até três vezes mais etanol por hectare e até 12 vezes mais biomassa que a cana convencional. O projeto é conduzido pela BRXe, empresa ligada ao empresário, com planos ambiciosos: 70 mil hectares de cultivo, três unidades de moagem e uma usina de combustível sustentável de aviação (SAF).
A proposta, revelada em entrevista exclusiva ao Money Times, busca oferecer uma alternativa mais eficiente e rentável aos modelos atuais, inclusive ao etanol de segunda geração (E2G) desenvolvido pela Raízen (RAIZ4).
Eike critica o alto custo do E2G e sustenta que a supercana é uma solução mais prática e escalável. Ele afirma que as novas variedades desenvolvidas atingem 205 toneladas por hectare, bem acima da média nacional de 82,87.
Especialistas do setor de etanol destacam que faltam pesquisas independentes que comprovem a viabilidade da supercana em diferentes regiões e condições climáticas. Ainda assim, Eike mantém o otimismo e compara seu projeto ao papel da Nvidia no avanço tecnológico global, em uma empresa que segundo ele, também foi subestimada antes de revolucionar seu setor.
