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Considerada por muitos uma erva daninha, essa planta limpa o fígado e diminui o inchaço

Por Fagner Gregório
12/10/2025

O Taraxacum officinale, conhecido como dente-de-leão, possui flavonoides e lactonas sesquiterpênicas em sua estrutura química. Esses compostos são responsáveis por suas aplicações históricas na medicina popular, especialmente no tratamento de disfunções hepáticas e digestivas. A planta atua como agente desintoxicante, estimulando a eliminação de substâncias nocivas pelo organismo.

Estudos modernos validam seu uso empírico, destacando mecanismos de ação que envolvem a modulação de enzimas hepáticas e a regulação de processos metabólicos. Sua versatilidade permite aplicação em chás, extratos ou cápsulas, sempre com orientação profissional para evitar interações medicamentosas.

Chá de dente-de-leão ajuda a desinchar o fígado
Créditos: Reprodução

Mecanismo diurético e redução de edema

A capacidade diurética do dente-de-leão está associada à presença de taraxasterol e inulina. Essas substâncias aumentam a filtração renal e a excreção de sódio, reduzindo a retenção hídrica em tecidos periféricos.

Uma pesquisa publicada no Journal of Alternative and Complementary Medicine por Clare et al. demonstrou que o consumo regular de extrato da planta elevou a produção urinária em 30% comparado ao placebo.

Esse efeito contribui para a diminuição de inchaços em membros inferiores e abdômen, comum em casos de má circulação linfática. A eliminação de líquidos intersticiais também alivia a pressão sobre vasos sanguíneos, melhorando o transporte de nutrientes.

Ação hepatoprotetora e desintoxicação

O fígado beneficia-se diretamente dos polifenóis do dente-de-leão, que estimulam a produção de bile e a regeneração de hepatócitos. A bile acelerada facilita a digestão de gorduras e a excreção de toxinas lipossolúveis, enquanto a proteção celular previne danos por radicais livres.

Essa dupla função de detoxificação e regeneração  explica seu uso em quadros de sobrecarga hepática, como abuso de álcool ou medicamentos. A planta ainda auxilia no controle de níveis séricos de colesterol, conforme evidenciado em modelos experimentais com animais.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Fagner Gregório

Fagner Gregório

Jornalista graduado pela SATC (Santa Catarina), atua na produção de conteúdo jornalístico para web. Tem experiência em redação de portais (4oito) e jornais, além de assessoria de comunicação.

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