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Decisão favorável da Justiça colocou uma fortuna na conta do goleiro Bruno

Por Iara Alencar
17/10/2025

Outrora condenado pelo envolvimento no desaparecimento e assassinato de Eliza Samudio, o ex-goleiro Bruno Fernandes conseguiu vitória importante após deixar a cadeia. Em 2023, o juiz Luiz Cláudio Silva Jardim Marinho determinou o pagamento de uma indenização no valor de R$ 30 mil ao ídolo do Flamengo, após editora utilizar uma de suas fotos sem autorização em livro sobre o caso que chocou o Brasil.

Na capa da obra, intitulada “Indefensável – O goleiro Bruno e a História da Morte de Eliza Samudio”, a editora Record estampou uma fotografia de Bruno em tons vermelhos. Com a popularização do livro no país, o ex-goleiro entrou na Justiça do Rio de Janeiro para cobrar indenização de R$ 1 milhão por uso não autorizado de sua imagem. O valor inicial não foi aceito, mas a causa foi favorável ao algoz da modelo.

Créditos: Reprodução

Antes de a decisão ser tomada, a defesa de editora tentou contornar a situação, alegando ter pedido a autorização do fotógrafo Alexsandro Ligório, responsável pela imagem registrada. Em resumo, a Record argumentou que somente esse aval era suficiente para que o uso da fotografia fosse exposto na obra. Porém, o tribunal considerou a justificativa sem fundamento, uma vez que precisa do consentimento de Fernandes.

Nesse ínterim, o ídolo do Flamengo ainda tentou interromper a comercialização da oba, solicitando uma parcela dos lucros gerados por sua publicação. Contudo, seus pedidos foram negados pelo tribunal, com a justificativa de que o caso havia sido amplamente coberto pela mídia, sendo de conhecimento público o que aconteceu há mais de uma década.

Relembre o caso envolvendo o goleiro Bruno

No dia 8 de março de 2013, a Justiça decretou a condenação de Bruno em 17 anos e 6 meses em regime fechado por homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, asfixia e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima). Por outro lado, 3 anos e 3 meses foram estipulados em regime aberto por sequestro e cárcere privado de Bruninho, além de mais 1 ano e 6 meses por ocultação de cadáver. 

Ainda que o crime tenha sido realizado em 2010, as investigações jamais levaram ao corpo de Eliza. Diante dos depoimentos dos acusados, Fernandes teria orquestrado o crime, seguindo com a execução colocada nas mãos de seus amigos. Por fim, Marcos Aparecido dos Santos (Bola) foi condenado a 34 anos, enquanto Luiz Henrique Ferreira Romão teve sua pena avaliada em 15 anos.

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Iara Alencar

Iara Alencar

Formada em Comunicação Social (Jornalismo) pela Universidade Federal de Alagoas. Tem experiência em assessoria de comunicação, com passagem pela Prefeitura Municipal de Maceió. Já atuou como redatora em sites esportivos e na produção de conteúdo para web.

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