Outrora condenado pelo envolvimento no desaparecimento e assassinato de Eliza Samudio, o ex-goleiro Bruno Fernandes conseguiu vitória importante após deixar a cadeia. Em 2023, o juiz Luiz Cláudio Silva Jardim Marinho determinou o pagamento de uma indenização no valor de R$ 30 mil ao ídolo do Flamengo, após editora utilizar uma de suas fotos sem autorização em livro sobre o caso que chocou o Brasil.
Na capa da obra, intitulada “Indefensável – O goleiro Bruno e a História da Morte de Eliza Samudio”, a editora Record estampou uma fotografia de Bruno em tons vermelhos. Com a popularização do livro no país, o ex-goleiro entrou na Justiça do Rio de Janeiro para cobrar indenização de R$ 1 milhão por uso não autorizado de sua imagem. O valor inicial não foi aceito, mas a causa foi favorável ao algoz da modelo.

Antes de a decisão ser tomada, a defesa de editora tentou contornar a situação, alegando ter pedido a autorização do fotógrafo Alexsandro Ligório, responsável pela imagem registrada. Em resumo, a Record argumentou que somente esse aval era suficiente para que o uso da fotografia fosse exposto na obra. Porém, o tribunal considerou a justificativa sem fundamento, uma vez que precisa do consentimento de Fernandes.
Nesse ínterim, o ídolo do Flamengo ainda tentou interromper a comercialização da oba, solicitando uma parcela dos lucros gerados por sua publicação. Contudo, seus pedidos foram negados pelo tribunal, com a justificativa de que o caso havia sido amplamente coberto pela mídia, sendo de conhecimento público o que aconteceu há mais de uma década.
Relembre o caso envolvendo o goleiro Bruno
No dia 8 de março de 2013, a Justiça decretou a condenação de Bruno em 17 anos e 6 meses em regime fechado por homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, asfixia e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima). Por outro lado, 3 anos e 3 meses foram estipulados em regime aberto por sequestro e cárcere privado de Bruninho, além de mais 1 ano e 6 meses por ocultação de cadáver.
Ainda que o crime tenha sido realizado em 2010, as investigações jamais levaram ao corpo de Eliza. Diante dos depoimentos dos acusados, Fernandes teria orquestrado o crime, seguindo com a execução colocada nas mãos de seus amigos. Por fim, Marcos Aparecido dos Santos (Bola) foi condenado a 34 anos, enquanto Luiz Henrique Ferreira Romão teve sua pena avaliada em 15 anos.

