No início de 2025, a Embraer abriu um processo de regulamentação na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), responsável por supervisionar as atividades da aviação civil no Brasil. A medida foi baseada em regulamentar as ações dos eVTOLs (sigla para “veículo elétrico de pouso de decolagem vertical”), que prometem entrar em evidência no próximo ano.
Durante o processo de validação das documentações e testes operacionais, foram realizadas quase 3 mil encomendas, número que deve escalar nos meses subsequentes. A título de curiosidade, os carros voadores apresentam estrutura semelhante as dos helicópteros, com a exceção de que são feitos para viagens de curta duração, dentro da mesmo cidade ou regiões próximas.

Por outro lado, o veículo da Embraer é munido por motor elétrico, sendo abastecido com querosene ou gasolina. Há ainda a diferença no tocante às asas, que podem ser fixas no carro voador, e no tipo de hélice. Nomeado de EVE-100, o projeto tem a finalidade de tornar os voos urbanos mais acessíveis à população, colocando de vez o nome da empresa brasileira em um patamar elevado em termos de tecnologia.
Segundo a empresa, os operadores (clientes que adquirirem o produto) vão oferecer voos em trajetos específicos, como transporte para aeroportos e para vertipotos (um tipo de heliponto). Além disso, há previsão de voos turísticos. No mais, a expectativa é que São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Francisco (EUA), sejam os primeiros locais e receber os ‘carros voadores‘.
Quais as diferenças entre o carro voador e os veículos tradicionais?
Ao contrário dos veículos tradicionais, o novo projeto da Embraer se destaca por ser movido a energia elétrica, que o torna mais silencioso em comparação às demais máquinas. Por outro lado, há mais rotores (menores que os de um helicóptero), com o pouso e decolagem vertical e com foco integral em viagens curtas na cidade ou em cidades próximas.
A princípio, os ‘carros voadores’ terão alcance máximo de 100 quilômetros e irão reduzir as viagens intraurbanas de uma hora para 15 minutos (atendem 99% dos trajetos interurbanos). De acordo com os mecânicos, o principal objetivo do projeto é tornar os voos urbanos mais acessíveis à população, já que terá um menor custo operacional, de manutenção, menor emissão de ruído e zero emissão de CO2.
Em contrapartida, o avião elétrico não é eVTOL, utilizando asas fixas, em vez de asas rotativas. Nesse ínterim, precisa ganhar velocidade em pista antes de levantar voo. O ponto positivo é que consegue atravessar o país sem precisar se preocupar com adversidades, fator não aprovado pelo “carro voador”.



