Responsável por intermediar os diálogos entre Carlo Ancelotti e Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o empresário Diego Fernandes pode estar prestes a encabeçar uma nova Sociedade Anônima de Futebol (SAF). De acordo com o próprio agente, recebeu o aval para ajudar o São Paulo a receber aportes milionários nos próximos meses.
Torcedor declarado do Tricolor do Morumbi, Fernandes recebeu “sinal verde” de um grupo de investidores brasileiros e estrangeiros interessados no clube paulista. Embora a informação tenha empolgado os torcedores, o empresário esclarece que os investimentos serão condicionados à modernização do Estatuto e ao avanço para um modelo de clube-empresa.

Com a finalidade de evitar polêmicas futuras, Diego concedeu entrevista exclusiva ao UOL, deixando clara a sua intenção de não disputar cargos políticos no São Paulo. De um modo geral, o objetivo do aporte será ampliar a profissionalização dos jovens talentos, tornando a equipe tricolor uma das mais imponentes da América Latina.
“Há a questão do clube-empresa. Estamos prontos para investir no São Paulo. Minha questão aqui é acreditar que um modelo SAF pode ajudar o São Paulo com investidores. Gosto muito do modelo que o Fluminense implementou: mantém a tradição, tem investidores que amam o clube e querem preservar sua história, além de investidores que enxergam o futebol como negócio”, disse o empresário.
Projeções para o São Paulo
O diálogo foi iniciado após algumas famílias tricolores e investidores qualificados enxergarem potencial de crescimento no clube tradicional. Embora nenhum martelo tenha sido batido e as conversas estejam em andamento, o objetivo central é tornar a equipe mais competitiva, brigando por títulos anualmente. Contudo, para isso acontecer, é necessário liquidar as dívidas.
“A única maneira de voltar a fazer do São Paulo um protagonista é ser clube-empresa. Como você vai pagar essa dívida? Não adianta ficar vendendo jogadores da base e, ao mesmo tempo, contratando para qualificar o time. Acaba vendendo muito mal porque está asfixiado pela dívida e pelas taxas. Em dois anos, com uma dívida de quase R$ 1 bilhão e a taxa Selic a 15%, sua dívida real sobe para 30%… Você praticamente só enxuga gelo”, explicou Diego.
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