Recentemente, uma pesquisa encabeçada pela NASA, agência espacial do governo dos Estados Unidos, ligou o sinal de alerta dos brasileiros devido a um crescente fenômeno geofísico. Trata-se da Anomalia Magnética do Atlântico Sul (AMAS), defasagem que vai da África até a América do Sul, passando pelo Sudeste e pelo Centro-Oeste do Brasil, onde o campo magnético da Terra é mais fraco.
Apesar de existir há mais de 10 bilhões de anos, a AMAS passou a gerar grande impacto nos estudos de especialistas a partir de 1958. A questão é que a zona corresponde ao campo magnético do planeta que perde intensidade e, consequentemente, aumenta a vulnerabilidade à radiação cósmica. Sem poder ser contido, o processo de progressão tem sido acompanhado por estudiosos.

A motivação acontece porque, recentemente, um estudo da European Space Agency mostrou um crescimento exagerado desse campo. Em resumo, as avaliações detectaram que, nos últimos 11 anos, a anomalia passou a cobrir mais 0,9% do planeta. Por outro lado, tornou-se mais anômala, fazendo com que seu campo magnético caísse para apenas 22 microtesla (menos da metade do normal, 50 microtesla).
Quais as maiores implicações para o Brasil e mundo?
Embora a situação cause um certo temor entre a população brasileira, os estudiosos decretaram que não há motivos para externar pânico. Por ser uma mudança geofísica, cabe apenas o monitoramento contínuo das áreas, que tendem a danificar os satélites. O problema acontece devido às partículas de vento solar, que entram nesse campo com maior facilidade, como explica o doutor em física e pesquisador do Observatório Nacional, Marcel Nogueira.
”Isso faz com que os satélites, quando passam por essa região, tenham que, por vezes, ficar em stand by, desligar momentaneamente alguns componentes para evitar a perda do satélite, de algum equipamento que venha a queimar. Porque a radiação, principalmente elétrons, nessa região é muito forte. Então é de interesse das agências espaciais monitorar constantemente a evolução dessa anomalia, principalmente nessa faixa central”, afirma o cientista.

