Embora o Bolsa Família apresente um piso de R$ 600 para aquelas pessoas inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), o montante pode sofrer alterações mediante a conjuntura do lar. Conforme o aval do Governo Federal, mais R$ 150 serão adicionados por criança de zero a seis anos em 2026, correspondente ao Benefício Primeira Infância.
O valor funciona como uma espécie de complemento ao desenho de benefícios do programa, servindo para assegurar uma renda mais ampla para gastos com cuidado e desenvolvimento das crianças. No entanto, para receber a parcela extra, é necessário se enquadrar nos critérios previamente estabelecidos pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).

De modo geral, para que o lar tenha direito ao benefício, é preciso estar regularizado no CadÚnico, além de apresentar o cartão de vacinação da criança em dia e a frequência escolar, conforme a idade. Esse mecanismo serve para induzir os brasileiros a manterem os direitos básicos de seus herdeiros sem abrir mão dos cuidados essenciais.
Pensando na comodidade dos beneficiários, para atualizar o Cadastro Único, o responsável familiar deve comparecer presencialmente a um posto de atendimento da assistência social, como o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) ou a um ponto específico de atendimento do CadÚnico no município em que o agrupamento reside. No mais, é importante apresentar as documentações pessoais.
Quais são os benefícios garantidos pelo governo?
A título de curiosidade, o principal programa de transferência de renda da América Latina disponibiliza valor mínimo de R$ 600 para os segurados. Apesar de o piso ser inferior à metade do salário mínimo, alguns grupos podem ser contemplados com quantias superiores. Sobretudo, a composição do benefício pode incluir:
- R$ 150 extras por criança de até 6 anos;
- R$ 50 por criança ou adolescente de 7 a 18 anos;
- R$ 50 para gestantes e nutrizes (mães que amamentam);
- Garantia de R$ 142 por pessoa, conforme a composição familiar.
Em contrapartida, é válido destacar que, como o programa não tem reajuste automático, qualquer aumento depende de decisão política e da disponibilidade orçamentária. A ideia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é reduzir a dependência do benefício com a oferta de empregos.

