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País colado no Brasil já foi considerado a Arábia Saudita da América Latina e hoje vive enorme crise

Por Iara Alencar
25/01/2026
Créditos: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Créditos: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Apesar de o Brasil ser considerado o país mais rico da América do Sul atualmente, o prestígio poderia ser facilmente tomado se não fossem questões políticas depredando a história da Venezuela em um passado remoto. Conforme avaliação do World Atlas, a nação vizinha é detentora das maiores reservas de petróleo em todo o planeta, superando, inclusive, a Arábia Saudita.

O detalhe curioso é que, mesmo imerso em grave crise humanitária, o país sul-americano já chegou a ser chamado de “Arábia Saudita da América Latina”. A alcunha somente foi possível graças ao acúmulo de dinheiro impulsionado pela exploração do petróleo e pelo alto padrão de vida de sua população durante grande parcela do século 20.

bandeira Venezuela venezuelanos
Créditos: Reprodução/Carlos Garcia Rawlins

Sobretudo, no período em questão, a nação vizinha ao Brasil assumia o protagonismo continental por ser um dos maiores produtores de petróleo do mundo. Nesse intervalo, a queda do regime militar de Marcos Pérez Jiménez, em 1958, impulsionou a Venezuela a patamares inigualáveis. Em resumo, o crescimento médio anual foi de 4,3%, o desemprego se manteve em torno de 10% e a inflação estava descendendo.

Conforme os dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), nos anos de 1970, os venezuelanos tinham o maior poder de compra da América Latina, quase três vezes superior ao apresentado pelo Brasil. Por consequência, Caracas exibia prédios exuberantes, rodovias amplas e hotéis considerados luxuosos para a época.

Da ascensão ao colapso total

Entre as décadas de 70 e 80, a Venezuela assumiu o posto de país mais rico da América do Sul, chegando, inclusive, a estar no rol dos 20 mais prestigiados financeiramente do mundo. Nesse período, o Produto Interno Bruto (PIB) venezuelano era de US$ 122,9 bilhões (R$ 659,6 bilhões na cotação atual), com crescimento de 3,4%.

O problema é que a trajetória impecável começou a depredar-se com a dinastia de Hugo Chávez ao poder, ganhando tons ainda mais dramáticos sob a gestão de Nicolás Maduro. De acordo com especialistas, o declínio financeiro foi potencializado pela unificação do desgoverno, corrupção crescente, envolvimento com o narcotráfico e restrições a direitos civis e democráticos.

Para se ter uma noção do colapso, entre 2014 e 2021, o PIB do país caiu cerca de 70%. Ainda que apresente mais de 300 bilhões de barris, a nação sul-americana deixa a desejar em outros aspectos. Em síntese, cerca de 51,9% da população enfrenta fome e pobreza. Por sua vez, em meados de 2024, a Organização das Nações Unidas (ONU) revelou que 5,1 milhões de pessoas não têm o suficiente para comer no país.

O potencial energético do país, especialmente no tocante às reservas de petróleo, deveria ser a garantia de prosperidade e desenvolvimento, mas a realidade dramática escalona devido às prioridades governamentais. A Venezuela encara uma das crises econômicas mais graves de sua história, com hiperinflação e escassez de divisas estrangeiras.

Nos últimos dez anos, o Produto Interno Bruto (PIB) da Venezuela caiu cerca de 73%. Embora o ex-presidente Maduro tenha relaxado os controles cambiais e outras regulamentações para impulsionar a economia em 2019, o país sofre o segundo maior nível de fome na América do Sul, depois da Bolívia, de acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Iara Alencar

Iara Alencar

Formada em Comunicação Social (Jornalismo) pela Universidade Federal de Alagoas. Tem experiência em assessoria de comunicação, com passagem pela Prefeitura Municipal de Maceió. Já atuou como redatora em sites esportivos e na produção de conteúdo para web.

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