Com o objetivo de ampliar a mobilidade urbana no estado, o Governo de São Paulo tem estudado lançar, nos próximos meses, alguns projetos de transporte sobre trilhos estimados em R$ 70 bilhões. De acordo com informações preliminares, esses empreendimentos seriam as primeiras grandes obras do Brasil licitadas por intermédio do chamado “diálogo competitivo”.
Para entender a complexidade da movimentação do governo, essa mesma metodologia é aplicada em nações europeias e no continente asiático. Por sua vez, o projeto brasileiro deseja ser iniciado diante das concessões do Trem Intercidades até Sorocaba, das linhas 10 e 14 da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e da linha 16 Violeta do Metrô.

Na prática, esse modelo dará abertura para que São Paulo escolha as companhias para realizar uma fase de discussão técnica antes das licitações. Nesse cenário, as empresas devem mostrar estudos prévios e de estruturação dos projetos. Conforme o governador Tarcísio de Freitas, é esperado que o encurtamento das conversas reduza os riscos para os investidores e o posterior andamento das obras.
Em contrapartida, o “diálogo competitivo” deve, também, despertar o interesse de um grupo maior de empresários, tornando os investimentos no estado mais assertivos. Essa mudança de curso foi necessária após um diagnóstico entre operadores estrangeiros do setor, que afirmou que os moldes operacionais brasileiros deixam os leilões mais sujeitos a problemas.
Como será feito o processo para investir no transporte?
Para uma melhor compreensão sobre os passos dados por São Paulo, o mecanismo de “diálogo competitivo” deve ser iniciado por meio de uma seleção de participantes qualificados interessados. Posteriormente, será realizada uma fase de conversas técnicas, enquanto o próximo passo evidenciará a competitividade entre as companhias pré-escolhidas.
“Não queremos reinventar a roda. Queremos alinhar a forma de contratação do Estado aos padrões internacionais para projetos complexos de infraestrutura… Temos conversado com construtores, operadores e parceiros como fundos e bancos, nacionais e internacionais. E todos se mostraram receptivos à ideia do diálogo competitivo,” explicou o diretor da Companhia Paulista de Parceria, Augusto Almudin.





