No início de março, clientes de um renomado restaurante português foram pegos de surpresa com a notícia de que o estabelecimento teve seu fechamento decretado. Por intermédio de fiscalizações realizadas pelas autoridades, a unidade, localizada no Cacém, no concelho de Sintra, apresentou graves irregularidades sanitárias, laborais e de habitabilidade.
De acordo com informações divulgadas pelo Comando Metropolitano de Lisboa da PSP (Cometlis), a visitação ocorreu no dia 5 de março, sendo conduzida pela Divisão Policial de Sintra. Durante a fiscalização, as autoridades apreenderam 1.826 quilos de alimentos considerados impróprios para consumo, que rotineiramente eram distribuídos aos clientes.
Entendendo a complexidade do caso, a operação ocorreu com a reunião de especialistas nas áreas de segurança alimentar, saúde pública, condição de trabalho, fiscalização administrativa e investigação criminal. Como resultado das graves infrações registradas, a polícia decretou a interrupção imediata das atividades comerciais no local.
Nas imagens divulgadas pela imprensa, o nome do restaurante foi mantido em sigilo, mas, após investigações, foi confirmado se tratar do “tipo buffet”. Nesse intervalo, as autoridades explicaram tratar-se de um estabelecimento de aproximadamente 500 metros quadrados. Por sua vez, o cardápio variava entre 10,95€ (cerca de R$ 65) e 14,95€ (R$ 89).
Mais detalhes sobre o restaurante interditado
De acordo com as autoridades, o espaço comercializava uma variedade de alimentos, abrangendo sushi, massas e pratos chineses, com opções também de marisco e carne grelhada. Além disso, foi revelado que o espaço comportava aproximadamente 500 clientes, fator que demonstrava a rotatividade de pessoas ao longo de seu funcionamento.
“Os produtos alimentares eram mantidos a temperaturas inadequadas, com equipamentos de refrigeração sobrelotados e sem controlo de temperatura, bem como alimentos congelados, sem rastreabilidade e sujeitos a processos de descongelação sem cumprimento das regras sanitárias aplicáveis”, diz parte do relato policial.
Potencializando a decisão de interditar o restaurante, entre os problemas havia ainda superfícies de trabalho degradadas, utensílios sem higienização adequada, falta de planos de limpeza e “presença de resíduos alimentares acumulados em áreas de manipulação”. No mais, existiam espaços improvisados para alojamento nos pisos superiores do edifício, utilizados pelos funcionários.





