O dia 28 de fevereiro de 2026 foi marcado pelo início da guerra entre Estados Unidos e Irã, com uma operação conjunta entre os norte-americanos e o Israel, visando alvos militares e a liderança iraniana. Sem indícios de que terá um ponto final decretado, o entrave ligou o sinal de alerta da Organização das Nações Unidas (ONU), que expressou preocupação com os desdobramentos.
Nesta terça-feira (31), durante uma reunião de emergência do Conselho de Segurança, o chefe de assuntos humanitários da ONU, Tom Fletcher, evidenciou as preocupações diante do conflito bélico no Oriente Médio. Segundo o representante da organização, o temor é que surja um novo “território ocupado” na região estratégica situada no sudoeste da Ásia, desta vez no Líbano.

“Diante do grande deslocamento forçado que estamos vendo, como a comunidade internacional deve se preparar para incluir mais um território na lista de territórios ocupados? Considerando as declarações de alguns ministros israelenses e o que observamos claramente em Gaza, como a população civil será protegida?”, questionou Fletcher.
O sinal de alerta ocorre após o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarar que, depois do conflito atual entre o Hezbollah e o exército israelense, Israel estabelecerá uma área de segurança “no Líbano” e manterá o “controle total da segurança até o rio Litani”. Essa faixa consiste em um território localizado a cerca de 30 km ao norte da linha divisória entre Israel e o Líbano.
Entenda o confronto entre Estados Unidos e Irã
Apesar de o estopim ter repercutido nas últimas semanas, as tensões entre os EUA e o Irã são o resultado de décadas de desacordos e diferenças culturais, diplomáticas e ideológicas. Ainda no mandato de Barack Obama, foi assinado um acordo entre as nações, intitulado de Plano de Ação Conjunta Compreensivo (JCPOA, na sigla em inglês).
Em resumo, o país asiático concordou em limitar seu enriquecimento de urânio e seus estoques do elemento a uma quantia apropriada para gerar energia, mas distante do necessário para desenvolver um arsenal de armas nucleares. Por outro lado, como moeda de troca, as sanções econômicas americanas sobre o Irã foram revogadas.
Durante o primeiro governo de Donald Trump, em 2018, o republicano retirou os Estados Unidos do acordo e reimpôs as sanções. Agora, em sua segunda administração, a coerção econômica aumentou, em conjunto com o enriquecimento e os estoques de urânio do Irã. Em síntese, os ataques americanos recentes alvejaram e destruíram instalações ligadas ao programa nuclear iraniano.

