A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, afirmou que não pretende permanecer no comando do clube após o término de seu mandato, que vai até dezembro de 2027. Apesar de ter apoio político para promover mudanças no estatuto que poderiam abrir caminho para uma nova reeleição, a dirigente indicou que seu futuro pode estar ligado à aquisição de uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF).
A possibilidade de passar mais tempo na gestão palmeirense vinha sendo discutida por aliados da presidente desde 2025. A proposta buscava alterar as regras internas para permitir que um dirigente tivesse direito a mais uma reeleição, o que possibilitaria a permanência de Leila no cargo até 2030. No entanto, a mandatária revelou que não pretende seguir por esse caminho e considera encerrado seu ciclo à frente do clube paulista.

Em entrevista recente, Leila declarou acreditar no modelo de clubes-empresa e admitiu a possibilidade de assumir o controle de uma SAF no futuro. “Quem está no futebol não aguenta sair. Eu não vou sair. Quero terminar meu mandato, continuar colaborando, e a vida vai me apresentar algo bacana”, afirmou. A decisão também tem reflexos no planejamento esportivo do Palmeiras.
Leila Pereira deve encerrar a passagem pelo Palmeiras em 2027
O técnico Abel Ferreira já manifestou diversas vezes sua identificação com o projeto liderado por Leila, e a permanência do treinador até o fim da atual gestão é considerada uma prioridade da presidente. A expectativa nos bastidores é que o clube faça esforços para manter a parceria pelos próximos anos. Entre os possíveis destinos para a empresária após sua saída do Palmeiras, o nome do Vasco da Gama aparece com frequência.
O presidente do clube carioca, Pedrinho, mantém boa relação com a família Lamachia e já teve conversas sobre uma eventual participação de Leila no projeto da SAF vascaína. Embora não exista definição sobre qual clube poderá receber investimentos da empresária, ela deixou claro que pretende continuar atuando no futebol mesmo após deixar o Palmeiras.





