Um dos principais palcos da Copa do Mundo virou motivo de preocupação para jogadores e comissões técnicas. O estádio de Nova York/Nova Jersey, escolhido para receber oito partidas, incluindo a grande final, tem sido alvo de críticas por causa das condições do gramado. Atletas da Seleção Brasileira, França e Senegal reclamaram da rigidez do piso e das dificuldades para desenvolver o jogo, aumentando a pressão sobre a Fifa.
As primeiras reclamações surgiram no último sábado, durante o empate por 1 a 1 entre Brasil e Marrocos. Os jogadores da Seleção Brasileira afirmaram que o forte calor fez a grama secar rapidamente, prejudicando o domínio da bola e a troca de passes. “O jogo estava travado. Isso nos dificulta. A gente quer mover a bola de um lado pro outro”, disse Vini Jr. “O campo estava muito seco também dificultou bastante nosso jogo”, lamentou Bruno Guimarães.
As críticas ganharam novos capítulos na terça-feira (16), após o duelo entre França e Senegal. O volante Adrien Rabiot descreveu o piso como mais rígido e semelhante a um gramado sintético. Já o técnico Didier Deschamps levantou suspeitas. “É uma superfície especial, diferente. Acho que pode haver um pouco de cimento abaixo da grama”, afirmou o treinador francês, ressaltando que já havia recebido relatos semelhantes de outros atletas.
Seleção Brasileira já jogou no palco da final da Copa do Mundo
Em resposta às reclamações, a Fifa informou que segue um protocolo de irrigação nos dias de jogo. Segundo a entidade, os campos são molhados seis, três e uma hora antes do início das partidas, além de receberem nova irrigação durante as pausas para hidratação, quando necessário. Mesmo assim, a entidade ainda não confirmou se fará mudanças específicas no gramado.
A situação chama ainda mais atenção porque metade dos estádios da Copa precisou substituir o gramado sintético pelo natural para atender às exigências da competição. No caso do estádio de Nova York/Nova Jersey, a troca foi realizada há cerca de dois meses, com apoio técnico da Universidade do Tennessee. Se o Brasil avançar até a final do Mundial, já vai saber o que enfrentar pela frente no palco da decisão.