Após serem alvos da imposição tarifária do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alguns produtos brasileiros apresentaram redução de valor no mercado. Segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a manga obteve a maior queda mensal desde 2007, chegando a 20,99%.
Diante do entrave entre as nações, a tarifa de 50% sobre produtos nacionais exportados para os Estados Unidos pode beneficiar alguns consumidores. Em resumo, a tendência é que grande parte do que iria para as terras norte-americanas deve permanecer no Brasil, aumentando a oferta da fruta e baixando o valor.

A nível de compreensão, a manga, que vinha apresentando fortes altas desde o início do ano (chegando, inclusive, a 5,62% no mês de julho), foi o alimento que mais caiu de preço no mês de agosto. Segundo o economista do FGV Ibre, Matheus Dias, ainda é cedo para calcular os impactos, já que o tarifaço pode ser derrubado a qualquer momento.
“O histórico do mês mostra que essa época já costuma ter queda significativas no preço da manga, pois é onde tem maior disponibilidade de oferta. Então acredito que já teríamos quedas, mas o tarifaço foi importante para sustentar as quedas de preços internamente. No mesmo período do ano passado, a queda de preço não chegou a 10%, enquanto esse ano chegamos a registrar 20%”, esclareceu o especialista.
Outros alimentos registram queda nos preços
Apesar da euforia momentânea, estudiosos acreditam que a oferta tende a ser equilibrada a partir de setembro. Em contrapartida, o trajeto só deve ser contornado quando novas rotas de exportação forem traçadas. Assim, outros produtos também tiveram os preços abaixo do comum nos últimos meses. Confira:
- Carnes: deflação de 0,94%, sendo esta a maior queda desde abril de 2025;
- Pescados: depois de recuarem 2,03% em julho, os preços dos pescados mantiveram queda em agosto, embora de forma mais moderada, com variação de 0,14%;
- Café: após uma longa temporada de altas, o café finalmente começou a recuar, registrando uma deflação de 1,47%.




