A Terra está prestes a sofrer mudanças significativas nos próximos anos com o surgimento de um novo oceano. Embora a notícia possa causar espanto em um primeiro momento, cientistas confirmam se tratar de uma situação natural, tendo em vista a impulsão ocasionada pelos movimentos das placas tectônicas.
O processo em questão tem sido registrado por especialistas há milhares de anos, motivo que culminou no surgimento dos oceanos atuais. Diante da movimentação sísmica no Golfo do México, estima-se que a Califórnia pode ser desprendida do continente norte-americano, criando um novo oceano significativo na região.

Por outro lado, tem sido notada ainda uma imensa rachadura na porção oriental do continente africano, quase de ponta a ponta. O espaçamento percorre países como Etiópia, Tanzânia, Quênia e Uganda, chegando até a República Democrática do Congo, Moçambique, Ruanda, Burundi e parte do Oriente Médio.
“Esses dois estudos nos permitem observar com clareza um processo geológico de grande magnitude: a formação de um novo oceano, embora, é claro, em escalas de tempo geológicas muito longas, da ordem de dezenas de milhões de anos. Esse movimento não apenas ‘rasga’ a crosta, mas também influencia a subida do magma”, explica a geóloga Carolina Pagli, do Departamento de Ciências da Terra da Universidade de Pisa.
Apesar da nova configuração apresentada pelas movimentações das placas tectônicas, o surgimento contínuo da massa de água pode beneficiar a criação de novas rotas de comércio marítimo. Porém, é válido destacar que o processo ocorre de forma lenta, sem precisar que planos de contingência ou que construções paralelas sejam feitas.
Cientistas confirmam mudanças na Terra
Um estudo publicado na Revista Nature, assinado pelo ecólogo Drew Terasaki Hart, da Organização de Pesquisa Científica e Industrial da Commonwealth, mostrou que as estações do ano não seguem um padrão uniforme. Os dados mostraram “pontos críticos” de assincronia sazonal na Terra, pontuando futuros danos para o ecossistema.
Ao analisar 20 anos de imagens, foi comprovado que os ciclos de crescimento de plantas e atividades animais ocorrem em tempos diferentes, mesmo que estejam em lugares próximos. Em resumo, os pesquisadores creditam a mudança às variações climáticas, abraçando chuvas, características do solo e a distância vertical de um ponto terrestre até o nível médio do mar, sem criar alardes sociais em um primeiro momento.



