O território brasileiro é rico não somente por sua diversidade em meio à flora e fauna, mas também por deter a maior reserva pura de silício do mundo. Responsável por contribuir diretamente na fabricação de eletrônicos, o material é encontrado em grande abundância em Cristalina, Goiás. Mesmo com o reservatório descoberto em 1920, segue fortalecendo o mercado internacional.
Considerado um semimetal, por conter propriedades metais e ametais, o silício está presente na cidade goiana em jazida que se estende por mais de 40 km, com profundidade de até 100 metros. Embora sua existência tenha sido revelada há mais de um século, somente após a Segunda Guerra Mundial a reserva foi projetada no centro global de fornecimento.

Por sua importância na fabricação de eletrônicos, satélites e até mesmo instrumentos hospitalares, o silício escalou no mercado internacional. De acordo com o Anuário Estatístico do Setor Metalúrgico, desenvolvido pelo Ministério de Minas e Energia (MME), somente em 2022 o Brasil produziu 400 mil toneladas de ligas e produtos de silício.
Estima-se que anualmente a produção do material seja de 8 milhões de toneladas em todo o planeta, com o Brasil sendo responsável por cerca de 10 a 15% do montante. Isso significa que o território brasileiro deve possuir produção próxima de 800.000 a 1.200.000 toneladas do semimetal a cada 12 meses. Além de Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro e Santa Catarina também se destacam no cenário.
Importância do silício
O principal motivo da comercialização do silício está ligado à indústria eletrônica. No entanto, não há como dispensar a importância do mineral no artesanato e joalheria, fornecendo desde cristais até peças em ouro, prata e outras gemas preciosas. Por outro lado, as reservas aumentam a economia local por serem atrativos naturais, contribuindo com o ecoturismo e observação de fenômenos astronômicos.





