A pecuária tornou-se um dos pilares da economia brasileira, principalmente pela comercialização, oferta de empregos e alimentação interna. Diante do prestígio acumulado ao longo dos anos, muitas pessoas passaram a investir na criação de animais quadrúpedes, mas nenhuma chegou perto do status adquirido por Dr. Roque Quagliato, mais conhecido como o Rei do Gado.
Renomado por seu império, atualmente a personalidade administra mais de 240 mil cabeças de gado em suas fazendas no Pará. Com o objetivo de controlar a empreitada, fundou o Grupo Rio Vermelho, transformando a região de Sapucaia, localizada a 600 quilômetros de Belém, em um dos maiores complexos de pecuária de corte do Brasil.

Nascido em Ourinhos, interior de São Paulo, sempre esteve imerso em atividades rurais, motivo que o levou a entender como o negócio funcionava. Aos 33 anos, decidiu se aventurar na selva amazônica após o governo militar incentivar a migração. Com um plano traçado, rumou na direção de Sapucaia com a finalidade de transformar as terras inexploradas em um dos maiores complexos pecuaristas do mundo.
O visionário colheu os frutos anos depois com a ampliação de seus negócios ganhando patamares outrora considerados inalcançáveis. Recentemente, o Rei do Gado comprou as fazendas Espírito Santo e Castanhal da AgroSB, somando 27.000 hectares em Xinguara (PA). Assim, as propriedades equivalem a mais de 100.000 hectares, quase a metade da área da cidade de São Paulo.
Cuidado com o gado não é a única preocupação
Mostrando o comprometimento em ampliar os negócios, Dr. Roque Quagliato prioriza práticas de sustentabilidade, adaptando suas operações em função do meio ambiente. Entre os trabalhos exercidos estão a criação de faixas de mata nas fazendas e investimentos na recuperação da vegetação nativa. Por outro lado, a Integração Lavoura Pecuária (ILP) age para otimizar a produção sem reduzir o rebanho.
“Em 2011, fomos homenageados pelo Rally da Pecuária e a fazenda Santa Rosa foi eleita como uma das melhores do Brasil na categoria manejo de pastagem”, recorda Roque. “Existe uma imagem distorcida lá fora. Aqui, na Região Amazônica, temos essa conscientização. Mostramos que é possível ter pecuária em harmonia com o meio ambiente”, explica o Rei do Gado.



