Os idosos que planejam manter a autonomia financeira na terceira idade podem enfrentar um obstáculo pouco conhecido ao buscar crédito imobiliário. Ao ultrapassar os 80 anos, o acesso ao financiamento se torna, na prática, quase inviável. Embora não exista uma lei que proíba a contratação, regras internas das instituições financeiras funcionam como uma barreira técnica baseada na idade mais avançada.
O principal critério adotado pelos bancos estabelece que a soma da idade do cliente com o prazo do contrato não pode ultrapassar, em geral, 80 anos e seis meses na data da última parcela. Esse cálculo reduz progressivamente o tempo disponível para o pagamento conforme a idade avança, limitando as alternativas de quem deseja adquirir um imóvel por meio de financiamento.
Instituições como Itaú Unibanco e Bradesco, por exemplo, seguem esse teto etário, que já foi menor no passado. A ampliação ocorreu após a atualização nas normas da Superintendência de Seguros Privados (Susep), permitindo estender um pouco mais o prazo máximo para quitação das parcelas. Na prática, alguém com 60 anos pode financiar um imóvel por cerca de duas décadas.
Idosos possuem barreiras para acesso a benefício
Aos 70 anos, o período cai para aproximadamente dez anos. Depois dos 80, o financiamento deixa de ser uma alternativa viável. O fator determinante é o custo do seguro obrigatório por morte ou invalidez, que aumenta com a idade e encarece significativamente as prestações. Bancos públicos como Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil também adotam os mesmos critérios nesses casos.
Apesar das limitações para os idosos, especialistas apontam estratégias possíveis, como compor renda com familiares, oferecer uma entrada maior ou reduzir o prazo contratual. Para quem se aproxima dos 80 anos, o planejamento financeiro antecipado deixa de ser apenas recomendável e passa a ser essencial.





