O tratamento da obesidade está prestes a passar por uma transformação significativa com a introdução de novos medicamentos em 2026. Após o sucesso das chamadas “canetas emagrecedoras”, como Ozempic e Mounjaro, novas opções estão sendo desenvolvidas para ampliar as alternativas disponíveis no combate à obesidade.
Uma das novidades mais esperadas é a orforgliprona, desenvolvida pela Eli Lilly, a mesma fabricante do Mounjaro. Este comprimido, que deve ser tomado uma vez ao dia, mostrou resultados promissores em estudos, com uma perda de até 12,4% do peso corporal após 72 semanas.
A expectativa é que esse medicamento receba aprovação das agências reguladoras em breve. Segundo Paulo Miranda, ex-presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a orforgliprona apresenta vantagens significativas, pois não exige jejum e é mais fácil de produzir do que outros medicamentos.

Comparação com o Wegovy oral
Outra opção que deve ser liberada é a semaglutida oral, que já foi aprovada nos Estados Unidos e está em processo de aprovação no Brasil. Nos testes clínicos, essa medicação resultou em uma redução de 13,6% do peso após 64 semanas. No entanto, sua administração é mais complexa, pois deve ser tomada com o estômago vazio e requer um intervalo antes da ingestão de alimentos ou outros medicamentos.
Além das pílulas, novas injeções também estão sendo desenvolvidas. Um exemplo é o CagriSema, que combina semaglutida com cagrilintida, resultando em uma redução de 22,7% do peso após 68 semanas, superando os resultados do Wegovy e Mounjaro.
Um aspecto importante a ser considerado é a expectativa de redução nos preços dos medicamentos. Atualmente, o custo pode chegar a R$ 2 mil por mês, mas a queda da patente da semaglutida está prevista para março, o que deve permitir a entrada de versões genéricas no mercado..





