Os carros por aplicativo se tornaram uma das principais formas de locomoção na atualidade, seja em pequenas cidades ou nas grandes capitais. No entanto, o aumento no preço dos serviços tem sido mostrado pelos números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apontam para uma mudança no atual cenário.
No ano passado, a inflação na categoria ‘transporte por aplicativo’ foi a maior entre todos os itens que compõem o índice oficial, o IPCA, terminando 2025 com uma alta de 56% no ano, na média nacional. As cidades de Recife, Vitória, Rio de Janeiro, Porte Alegre e Brasília foram as que apresentaram o maior aumento.

Por conta dessa disparada nos preços, as pessoas estão tendo que voltar a usar métodos ‘antigos’, como o uso de táxi e transportes públicos, além do pedido de carona. Em entrevista ao CBN Brasil, a atriz produtora cultural Vitoria Rodrigues, que é da cidade de Porto Alegre, comentou como teve que mudar seus hábitos no dia a dia graças ao aumento elevado dos custos dos carros por aplicativo.
Carros por aplicativo aumentam os preços e usuários reclamam
“A gente tem feito essas divisões mais precisas do carro pra não pegar um aplicativo, até porque, quando a gente pega, é muito demorado para achar. Toda vez que eu tento chamar um aplicativo, se (a tarifa) está barata, é certeza que eles não vão vir. Tem que esperar ficar caro pra alguém vir. Isso está impactando a rotina, tem que começar a se programar mais cedo, tem que sair mais cedo. A gente está tentando pegar menos os carros de aplicativo”, explicou.
No Rio de Janeiro, por exemplo, o uso dos tradicionais táxis voltou à moda. A média da inflação da categoria em 2025 ficou em 9,46%. Na capital carioca, um aplicativo feito pela Prefeitura faz com que os táxis ofereçam até 40% de desconto aos usuários, o que fez com que os taxistas celebrassem o retorno dos passageiros ‘peridos’ nos últimos anos para os carros por aplicativos.





