Uma nova praga vinda do exterior tem acendido o alerta para a biodiversidade e a produção agrícola no Brasil, o que preocupa a muitos trabalhadores rurais. O bicudo-vermelho, besouro exótico que já causou grandes prejuízos em outros países, apresenta indícios de presença no território nacional, se tornando uma ameaça discutida entre especialistas e autoridades.
A primeira notificação formal ocorreu no ano de 2022, feita pelo biólogo Francisco Zorzenon, do Instituto Biológico de São Paulo, após a identificação do inseto em Porto Feliz, cidade do interior paulista. A suspeita é de que a praga tenha chegado ao Brasil por meio da importação de palmeiras de um país vizinho, o Uruguai, o que reforça os riscos sanitários no comércio internacional de plantas.

Desde então, exemplares foram encontrados em outros estados além de São Paulo, como Minas Gerais e Rio Grande do Sul. O Ministério da Agricultura ainda não confirmou oficialmente a infestação, mas já emitiu alerta sobre possíveis prejuízos ao setor produtivo, destacando que há, até o momento, apenas indícios que dependem de confirmação laboratorial.
Praga pode trazer prejuízos ao Brasil nos próximos anos
Especialistas alertam que o inseto pode ser confundido com o bicudo-preto, espécie nativa com características semelhantes. No entanto, o invasor tem coloração avermelhada e comportamento altamente destrutivo, já que suas larvas se alimentam do interior das palmeiras, comprometendo o crescimento e levando à morte da planta.
O Brasil possui mais de 260 espécies nativas de palmeiras, fundamentais para o meio ambiente e para cadeias econômicas como coco, açaí e dendê. A praga também ameaça o setor ornamental, especialmente espécies valorizadas como a Phoenix canariensis, que pode levar décadas para atingir valor comercial, ampliando o impacto econômico caso a infestação avance.





