O avanço do Pix transformou a rotina de pagamentos no comércio e trouxe mais agilidade para consumidores. Ao mesmo tempo, criminosos passaram a explorar brechas nesse modelo. Entre as fraudes recentes, o QR Code adulterado vem chamando atenção de lojistas em várias regiões.
A prática tem sido registrada em restaurantes, padarias, estacionamentos e pequenos estabelecimentos. O método exige poucos segundos para ser aplicado. Muitas vezes, o comerciante só percebe o problema quando confere que determinado pagamento nunca entrou na conta.
Como a fraude é aplicada nos estabelecimentos
Nesse golpe, criminosos imprimem um novo código e colocam sobre o original do local. O adesivo costuma ser posicionado de forma discreta para não despertar suspeitas. Assim, o cliente acredita estar pagando normalmente pelo produto ou serviço adquirido.
Quando o consumidor aponta a câmera do celular para o código, o sistema abre uma transferência. O valor informado segue para a conta controlada pelo golpista. Como o Pix é instantâneo, o dinheiro desaparece antes de qualquer verificação do estabelecimento.
O risco aumenta porque muitas pessoas realizam pagamentos de forma automática durante a correria diária. Poucos clientes conferem os dados exibidos antes de concluir a operação. Essa falta de atenção facilita a ação e amplia os prejuízos para todos os envolvidos.

Cuidados que comerciantes devem adotar
Especialistas orientam comerciantes a inspecionar com frequência todos os códigos expostos ao público. Mudanças pequenas na aparência do adesivo podem indicar adulteração. A observação constante pode impedir que a fraude permaneça ativa por horas no local.
Outra medida recomendada é utilizar QR Codes dinâmicos gerados no momento da cobrança. Esse sistema reduz a chance de substituição física por terceiros. Além disso, manter os pontos de pagamento em áreas supervisionadas dificulta a aproximação dos criminosos.
Para os clientes, o principal cuidado é verificar o nome do recebedor antes de confirmar. Essa informação aparece na tela do aplicativo bancário. Caso o destinatário seja diferente do estabelecimento, o pagamento deve ser cancelado imediatamente.





