O Diário Oficial da União (DOU) de segunda-feira tinha uma nova proibição da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A entidade proibiu a comercialização, a distribuição, a importação, a propaganda e o uso de um tipo de adoçante que virou febre nos últimos meses: a alulose.
A proibição da Anvisa diz respeito aos lotes da empresa Sainte Marie Importação e Exportação, que ficarão estocados até uma nova regulamentação. A entidade justifica a atitude pela ausência da alulose na lista de substâncias autorizadas. Ou seja, é necessário que haja uma análise em relação ao produto.
Nesta análise, a Anvisa confere se o processo de fabricação do ingrediente ou alimento não oferece riscos à saúde da população brasileira. Ainda não há detalhes de quando a entidade irá realizar uma avaliação da alulose. Todos os alimentos “novos” e sem histórico de consumo no Brasil passam pelo processo.
O que é a alulose, adoçante proibido pela Anvisa?
A primeira identificação da alulose ocorreu há muitos anos, em 1940, nas folhas de trigo. No entanto, o “boom” para a comunidade científica ocorreu quase cinco décadas depois nas mãos do japonês Ken Izumori, professor da Faculdade de Agricultura da Universidade de Kagawa.
Izumori descobriu um microrganismo que transformava a frutose (açúcar) em alulose com ajuda de uma enzima. Mais 30 anos se passaram até a substância, de fato, ter uso prática na vida das pessoas. Nos Estados Unidos da América e Coreia do Sul, já passou por aprovação e funciona como uma alternativa ao açúcar.
A alulose ficou conhecida como “adoçante saudável” e por ser difícil de encontrar. Ela está presente somente em pequenas quantidades nos figos, passas, kiwis, trigo e melaço. De acordo com os estudos recentes, a substância é 70% tão doce quanto o açúcar convencional e 90% menos calórica. Cientistas ainda buscam entender as consequências do consumo no corpo humano.




