Neste domingo (17), em jogo válido pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Santos recebeu o Coritiba na Neo Química Arena, sendo derrotado por 3 a 0. Embora o tropeço tenha gerado descontentamento, a polêmica da vez ficou a cargo de um erro da arbitragem ao substituir Neymar de forma equivocada no segundo tempo.
Na súmula da partida, o árbitro Paulo Cesar Zanovelli relatou que o auxiliar técnico, César Sampaio, informou e confirmou verbalmente que o camisa 10 sairia na substituição que causou polêmica. Na ocasião, o meia-atacante estava sendo atendido fora de campo por dores na panturrilha direita. Contudo, o técnico Cuca não autorizou a modificação erguida na placa.

Enquanto o quarto árbitro, Bruno Mota Correia, estava com a placa de substituição em mãos, recebeu a validação verbal de César Sampaio, conforme relato de Zanovelli na súmula. Para sanar todas as dúvidas em meio ao episódio catastrófico, o dono do apito ainda ressaltou que o auxiliar técnico confirmou a substituição de Neymar, enquanto preenchia a papeleta junto ao delegado da partida, Guilherme Zangari.
Confira na íntegra a súmula do confronto:
“Aos 20 minutos o quarto árbitro dessa partida, o sr. Bruno Mota Correia foi informado verbalmente pelo assistente técnico, o Sr. Carlos Cesar Sampaio Campos, que haveria uma substituição e que esta substituição seria a saída do número 10 da equipe do Santos Futebol Clube, o sr. Neymar da Silva Santos Junior, atleta este que já se encontrava fora do campo de jogo, recebendo atendimento médico.
Após a informação, o quarto árbitro desta partida com a placa em mãos se vira em direção ao assistente técnico do Santos Futebol Clube, onde pergunta novamente a confirmação da substituição do atleta por ele informado e recebe a confirmação verbal e gestual do mesmo, enquanto ele preenche o papel junto ao delegado da partida, o sr. Guilherme Zngari da Rocha, que presenciou e escutou tais fatos relatados.
Após a conclusão da substituição, o mesmo assistente técnico entrega a papeleta de substituição com o número diferente do que ele havia informado e confirmado. Em ato contínuo, o quarto árbitro foi abordado pela comissão técnica da equipe do Santos, que informou que a numeração estava errada, fato esse que difere do que foi informado verbalmente e gestualmente antes de levantar a placa, pelo Sr. Carlos Cesar Sampaio Campos”, escreveu Paulo Cesar Zanovelli.
Entenda a polêmica envolvendo Neymar
Tudo começou aos 19 minutos do segundo tempo. O camisa 10 do Santos recebia uma massagem na panturrilha fora de campo quando o quarto árbitro levantou a placa informando a sua saída para a entrada de Robinho Júnior. De acordo com a diretoria alvinegra, a substituição era para a remoção de Gonzalo Escobar de campo, com uniforme de número 31.
Ao tentar retornar ao jogo depois do atendimento, o “Príncipe da Vila” foi impedido, motivo que culminou em revolta coletiva do banco de reservas e torcedores do Peixe. A fim de mostrar o erro para o árbitro, o experiente jogador entrou em campo e foi advertido com o cartão amarelo. Não satisfeito, mostrou o papel que teria sido entregue ao quarto árbitro com a informação que indicava a saída do argentino.
“Resolvi com o Cuca sair. Só que o Escobar tinha sentido, então falei: “Consigo ficar em campo, posso ficar”. Eu estou sendo atendido dentro de campo, o quarto árbitro chega e diz que preciso sair para ser atendido fora de campo. Aí eu venho para trás, estava sendo atendido ali e nem vi a substituição. Sabia que o Robinho ia entrar, só que eu nem vejo”, disse o artilheiro da Seleção Brasileira na zona mista.





