Embora sejam aliados políticos, o Paraguai e a Argentina vêm travando, há anos, uma briga em função da posse de ilhas no Rio Paraguai. No cenário atual, o curso natural de água desempenha papel crucial para a delimitação de fronteiras, pesca e controle ambiental. Curiosamente, a região comporta aproximadamente 72 ilhas que, embora desabitadas, são cobiçadas pelas nações.
Ainda que o entrave persista, não há presença de conflito armado. Para entender a postura de ambos os países sul-americanos, é necessário voltar no tempo. No ano de 1876, Paraguai e Argentina assinaram o Tratado de Limites, decretando as ilhas destinadas a cada nação, levando em consideração a margem do rio. Porém, a mudança de curso ocorrida ao longo dos anos reacendeu a discussão.
Com a finalidade de repartir as porções de terras emersas, as autoridades de cada país estão se apropriando de alta tecnologia. Na prática, os interessados, com o auxílio de drones, imagens de satélites e equipamentos de georreferenciamento, delimitam a cartografia oficial. Essa técnica garante uma maior precisão diante do curso atual desempenhado pelas águas.
Ainda que os processos de reafirmação em função do Rio Paraguai permaneçam em evidência, um desfecho está longe de ser alcançado. Enquanto isso, a Argentina e o Paraguai mantêm uma boa relação e cooperação política, reafirmando a importância de não utilizar forças armadas na operação. Portanto, a repartição das ilhas deve ganhar novos capítulos com o passar dos anos.
Entenda o que está em jogo:
Sobretudo, a disputa entre os países do continente sul-americano envolve ilhas desabitadas, mas de valor estratégico, com relatos de incidentes, como na Ilha Apipé. Além das porções de terras emersas, as nações enfrentam divergências comerciais, como tarifas na Hidrovia Paraguai-Paraná e questões sobre a hidrelétrica de Yacyretá.
Em meio ao cenário atual, onde as delimitações fronteiriças são discutidas, a situação exige monitoramento e diálogo diplomático contínuo. Esse encurtamento entre os países faz com que conflitos armados não sejam pautados, fator que pode refletir na economia do continente.





