O possível fim da escala de trabalho 6×1 voltou ao centro das discussões no país e já provoca reação no setor varejista. Uma das maiores redes do Brasil, o Assaí Atacadista afirmou que acompanha de perto o debate e seguirá o que for definido pela legislação caso haja mudanças na jornada. O tema preocupa empresas que dependem de funcionamento contínuo, como por exemplo supermercados e atacarejos.
O posicionamento foi reforçado pelo CEO da companhia, Belmiro Gomes. Segundo o empresário, é importante que a discussão leve em conta as particularidades de cada setor da economia. Na visão do executivo, a definição de um único modelo de jornada pode não atender realidades diferentes, especialmente em segmentos que operam todos os dias da semana e dependem de escalas flexíveis para manter o atendimento.
Belmiro Gomes também destacou que o mercado de trabalho vive um período de mudanças rápidas, impulsionado pelo surgimento de novos formatos de contratação e pela busca crescente por maior flexibilidade. Para ele, qualquer mudança precisa ser conduzida com regras claras e previsíveis, capazes de proteger os trabalhadores sem comprometer a capacidade das empresas de organizar suas operações.
Assaí Atacadista acompanha debate sobre escala 6×1
Entre os defensores do fim da escala 6×1, o argumento central é que mais tempo de descanso pode melhorar a qualidade de vida dos profissionais. Especialistas apontam que jornadas menos intensas podem reduzir o desgaste físico e mental, especialmente em atividades com rotinas repetitivas ou de carga horária elevada.
Já críticos da proposta alertam que as grandes mudanças podem aumentar custos e exigir reestruturações complexas nas empresas. Com o tema ganhando força no debate público, a tendência é de que a discussão avance nos próximos meses, enquanto o varejo avalia como se adaptar caso novas regras para a jornada de trabalho sejam aprovadas no país.





