A Amazon anunciou um plano para automatizar até 75% de suas operações logísticas, o que pode substituir mais de 500 mil empregos humanos nos Estados Unidos. A medida faz parte da estratégia da empresa de reduzir custos e acelerar entregas em larga escala, utilizando robôs equipados com visão computacional e braços articulados.
Desde 2012, com a aquisição da Kiva Systems, a companhia vem expandindo o uso de automação em seus centros de distribuição, tornando-se um dos maiores laboratórios privados de robótica aplicada à logística. Atualmente, são mais de 750 mil robôs operando nos armazéns da Amazon, número que cresce mais rápido do que o total de contratações humanas desde 2021.
Impactos no emprego e na logística
Os robôs realizam tarefas de separação, empacotamento e organização em prateleiras inteligentes, reduzindo erros logísticos em até 40%. O avanço da automação promete maior eficiência e menor dependência de trabalhadores em funções de baixa especialização, mas levanta preocupações sobre o impacto social.
A substituição em massa poderá afetar centenas de milhares de motoristas e funcionários de armazéns, mudando o equilíbrio entre eficiência e inclusão social. Especialistas do MIT e da Universidade de Stanford indicam que o efeito será gradual, mas profundo, transformando o setor logístico global.
A automação também altera a dinâmica de contratações futuras. Relatórios internos apontam que será possível evitar a contratação de 160 mil trabalhadores até 2027, funções que antes eram essenciais para manter o crescimento do programa Prime e a entrega rápida de pedidos.
Embora a empresa afirme que a automação criará novos empregos em engenharia, manutenção e controle de sistemas, o número de oportunidades para funções operacionais tende a diminuir significativamente.

