Uma ave de quase quatro quilos e incapaz de voar, saiu da lista de espécies consideradas extintas para se tornar símbolo da conservação na Nova Zelândia. No país da Oceania, o takahē, antes dado como extinto desde 1898, no fim do século XIX, hoje é tratado como uma das prioridades ambientais da ilha. A trajetória do animal passou a ser acompanhada de perto por autoridades e pesquisadores.
Parente distante do pūkeko, a galinha-d’água comum no território neozelandês, o takahē é bem maior e adaptado à vida no solo. Encontrado em campos de gramíneas nativas em regiões montanhosas, ele integra a família dos ralídeos, grupo de aves terrestres distribuído em diferentes partes do mundo. Pesado, de pernas fortes e bico robusto, desenvolveu características para caminhar e se alimentar em ambientes de vegetação baixa.
Atualmente classificada como ameaçada, a espécie tem população estimada em cerca de 500 indivíduos. O número é resultado de décadas de um cuidado intensivo conduzido pelo Department of Conservation (DOC), órgão responsável pela proteção da fauna nativa. A estratégia inclui criação em cativeiro, transferência para ilhas livres de predadores e solturas monitoradas em áreas protegidas.
Ave declarada como extinta vira símbolo da Nova Zelândia
A história do takahē é curiosa. Após raros registros feitos por europeus no século XIX, a ave foi declarada extinta, em meio à caça predatória, à transformação do habitat e à introdução de mamíferos invasores. Por décadas, não houve confirmação confiável de sua existência. No entanto, a situação mudou no século XX.
Exemplares da espécie foram redescobertos em uma área remota de Fiordland, nas montanhas próximas ao lago Te Anau. O episódio ganhou repercussão internacional e transformou o takahē em um caso emblemático de sobrevivência. Desde então, o animal se tornou um símbolo da Nova Zelândia e passou a ser observado de perto por cientistas.





