A busca por bancos digitais tem aumentado exponencialmente nos últimos anos, o que evidencia a redução nos lucros das agências físicas. A exemplo disso podemos citar o Banco do Brasil, que registrou lucro líquido ajustado de R$ 3,8 bilhões no segundo trimestre de 2025. O problema é que o montante em questão corresponde a redução de 60% do que foi apresentado no mesmo período do ano passado.
O balanço foi divulgado nesta quinta-feira (14), denotando a quebra da expectativa de analistas, o que reflete o aumento considerável da inadimplência entre pessoas físicas e no agronegócio. Sobretudo, a taxa de insolvabilidade total subiu de 3% para 4,21% da carteira em 12 meses.
Em contrapartida, no agronegócio, responsável por 33,8% do crédito total do banco, o índice de atraso acima de 90 dias chegou a 3,49%, alta de 0,45 ponto percentual no trimestre e de 2,17 pontos no ano. O descenso ocorreu devido ao aumento de pedidos de recuperação judicial após as perdas na última safra de grãos, reduzindo assim a concessão de novos empréstimos ao setor entre abril e junho.
“Apesar do cenário positivo para a safra no Brasil em 2025, com uma colheita recorde, e do elevado percentual de garantias nessa carteira, há um estoque de operações que não foram pagos na safra 2024/2025, inclusive, por conta das recuperações judiciais no setor –que exigem maior provisionamento sob a nova regulação”, informou o Banco do Brasil em seu balanço.
Para se ter uma ampla noção do quem vem sendo apresentado, no Plano Safra 2024/2025, a instituição financeira desembolsou R$ 225,8 bilhões, mantendo-se como principal financiador do agronegócio. Por outro lado, a previsão para 2025/2026 é de até R$ 230 bilhões, sendo R$ 54 bilhões para pequenos e médios produtores e R$ 106 bilhões para agricultura empresarial, cooperativas e agroindústrias.
Potencializando o problema, o atraso entre pessoas físicas subiu de 4,81% para 5,59% em apenas um ano, em uma carteira que representa 26,3% do total. Um dos pontos de destaque fica a cargo do crédito consignado da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), lançado em março como uma das bandeiras do governo federal.
Golpe em banco liga sinal de alerta
Embora a maioria da população tenha adotado formas práticas de realizar transferências e receber dinheiro, outras pessoas preferem manter os costumes arcaicos em evidência. Para aqueles que ainda seguem utilizando caixas eletrônicos, é necessário se atentar ao novo golpe que tem assolado várias regiões do Brasil, o chamado “Golpe do Falso Suporte Técnico”.
De modo geral, a prática dos criminosos consiste em colar adesivos com um número de telefone “0800” falso em um caixa eletrônico. Naturalmente, quando problemas aparecem, mínimos que sejam, usuários são induzidos a contatarem uma “central de ajuda” fraudulenta, que pode zerar todo o saldo de sua conta e até mesmo realizar chantagens.
Tudo começa de forma planejada, sem que a vítima desconfie de qualquer transtorno. Em suma, o golpista gruda um adesivo de aparência profissional com um número de 0800 falso sobre os contatos de ajuda oficiais do banco no caixa eletrônico. Algumas vezes, ele pode servir para impossibilitar momentaneamente a saída do dinheiro ou a entrada do cartão, criando um problema real para o usuário.
Nesse ínterim, uma outra pessoa surge oferecendo “ajuda”, indicando já ter passado pelo mesmo problema, mas que resolveu contatando o número fixado no caixa eletrônico. Nessa hora, a vítima acaba ligando para o ramal em questão, onde um “técnico de suporte” passa as informações necessárias para que o golpe seja sacramentado.
A fim de tornar a ligação profissional e longe de desconfiança, o falso profissional pede para que uma série de “testes para diagnóstico” seja efetuada. Assim, o “funcionário” pode pedir que a vítima insira o cartão e digite a senha “para verificar a conexão” ou que faça um Pix de baixo valor para uma “conta de teste do banco”. No mais, o dinheiro é direcionado para a conta do golpista e o problema é evidenciado.





