Projetada para ser entregue antes da Copa do Mundo de 2014, a nova Linha 17-Ouro do monotrilho de São Paulo somente foi inaugurada na última terça-feira (31). Apesar do atraso de 12 anos, as operações foram iniciadas de forma reduzida, com menos horários. Esse cuidado diz respeito à fase de acompanhamento técnico, visando identificar problemas.
Segundo o Governo de São Paulo, a obra contou com um investimento próximo a R$ 6 bilhões, fator que evidencia a complexidade do projeto. As expectativas das autoridades são de que o trem atinja operação plena em outubro, quando terá capacidade de transportar cerca de 100 mil passageiros diariamente. Com cinco carros e 60,8 metros de comprimento, o veículo tem capacidade para 616 pessoas.
No ato da inauguração, foi confirmado que a circulação da Linha 17-Ouro terá 6 meses de gratuidade, informação decretada pelo Metrô de São Paulo. Esse longo prazo foi estabelecido para que os técnicos possam fazer avaliações de toda a integração de protocolos em função da segurança dos passageiros e dos colaboradores.
“Não estamos simplesmente entregando uma linha, estamos encerrando um ciclo de atraso. Durante anos, convivemos com uma estrutura que consumiu recursos e ficou parada. Tínhamos que virar essa página e retomar a confiança. Estamos dando um passo grande hoje, com a interligação do aeroporto de Congonhas ao sistema, tornando essa rede mais conectada”, disse o governador Tarcísio de Freitas.
Obra prometida para a Copa do Mundo de 2014
Para sediar um evento de tamanha magnitude, são exigidas reformas em função da mobilidade urbana, visando manter o fluxo organizado de moradores e visitantes. Diante desse processo, surgiu o projeto de colocar em prática um novo monotrilho em São Paulo. Programada para ser entregue em 2013, a obra sofreu com um atraso superior a uma década.
A título de conhecimento, o contrato para a construção do monotrilho foi assinado em 2011, durante o governo de Geraldo Alckmin no Estado de São Paulo. Na época, o projeto foi dividido em etapas e a prioridade passou a ser um trecho menor da linha, com oito estações ligando o Aeroporto de Congonhas à região da Avenida das Nações Unidas.
Por ter sido projetado para abrir as portas na Copa do Mundo, a Prefeitura de São Paulo, o governo estadual e o Governo Federal firmaram um termo de compromisso para iniciar as construções. As obras foram iniciadas em 2012, mas enfrentaram diversos obstáculos. Com a saída do Morumbi do planejamento do mundial, o monotrilho deixou de ser prioridade dentro das estratégias de mobilidade.


