Por consequência da excelente relação diplomática entre Brasil e China, os países fecharam um novo acordo para dinamizar a economia de Maricá, no Rio de Janeiro. Com o objetivo de ampliar a rotatividade e a alta demanda do comércio, os asiáticos sinalizaram um investimento de R$ 200 milhões para a construção da primeira fábrica voltada para produzir máquinas direcionadas à agricultura familiar.
A título de curiosidade, a empreitada somente foi possível graças à parceria entre a Sinomach, principal indústria do setor de maquinário da China, e a empresa brasileira de ciência e tecnologia OZ Earth, tendo o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e a Prefeitura de Maricá como parceiros estratégicos.
Conforme o prefeito de Maricá, Washington Quaquá (PT), a obra será erguida em Ponta Negra, perto da RJ-106. Em reuniões internas, ficou decretado que as operações seguirão o modelo de Parceria Público-Privada e Popular (PPPP). Na prática, os tratores a serem fabricados serão destinados à produção familiar e de pequenas e médias propriedades rurais, gerando aproximadamente 500 novos empregos.
“Essa fábrica pega o dinheiro do petróleo e transforma numa indústria de tratores que vai revolucionar a agricultura familiar, que produz os alimentos no Brasil, vai gerar empregos qualificados em Maricá e também beneficiar a prefeitura com impostos. Esses tratores vão fazer uma revolução na agricultura familiar do país, que hoje conta só com ferramentas rústicas”, comemorou Quaquá.
Entenda a importância do acordo para o Brasil
Embora o projeto tenha sido aprovado pelas autoridades competentes, ainda não há uma data prevista para o início das construções. Por outro lado, a nova fábrica tende a revolucionar não somente a economia de Maricá, como também a do Brasil. Isso porque o empreendimento terá capacidade de produzir até 5 mil maquinários por ano, com potência de 25 e 50 cavalos.
Com o objetivo de colocar o cultivo nacional em um patamar ainda mais elevado, os equipamentos serão destinados a associações e cooperativas de reforma agrária e da agricultura familiar tradicional, por meio de políticas públicas como o Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) e programas de compras estatais.
“O nosso debate da mecanização não é a máquina como fim, mas como meio de desenvolvimento no campo, garantindo a produção agroecológica, a soberania alimentar, garantindo as outras dimensões da vida na possibilidade da produção de alimentos saudáveis, agroecológicos, base da alimentação da população brasileira a partir da agricultura familiar”, afirma a Gerente Geral da Oz Máquinas, Maria Gomes.





