Pesquisadores da Universidade da Flórida descobriram que o Rio Guaporé, na divisa entre Brasil e Bolívia, é o maior local de desova de tartarugas-da-amazônia (Podocnemis expansa) no mundo. O levantamento, realizado em 2023, identificou cerca de 80 mil fêmeas adultas desovando na região.
Essa descoberta sublinha a necessidade urgente de esforços de conservação para proteger essa espécie ameaçada de extinção.
Realizado em parceria com a Wildlife Conservation Society (WCS), o estudo destacou o uso inédito de drones e técnicas de estatística avançada para a contagem das tartarugas. A metodologia permitiu uma análise precisa das imagens capturadas, superando os desafios das contagens convencionais.
Esta inovação não apenas aprimora a pesquisa de quelônios, mas também pode beneficiar outras espécies que necessitam de monitoramento rigoroso.
Importância da Conservação na Amazônia
A descoberta no Rio Guaporé ressalta a importância de ações de conservação na região amazônica. Projetos de soltura de quelônios, como os realizados no Rio Xingu, são fundamentais para o fortalecimento das populações dessas espécies. Em dezembro de 2024, cerca de 50 mil quelônios foram reintegrados ao seu habitat natural em uma ação coordenada pela Norte Energia e o Ideflor-Bio.
Essas iniciativas são cruciais para proteção da biodiversidade, destacando a importância da colaboração entre ciência e comunidades locais. A participação comunitária é vital para a eficiência e continuidade desses programas.
Colaborando Para Proteger Quelônios
A pesquisa e as ações de conservação na Amazônia são fruto de cooperações internacionais e locais. O Programa Quelônios da Amazônia, uma iniciativa do Ibama desde 2011, promoveu a soltura de cerca de 80 milhões de filhotes de tartarugas em mais de quatro décadas. Esse esforço conjunto entre comunidades tradicionais, cientistas e governos é exemplar na conservação de quelônios.
Enquanto novas estratégias de preservação são continuamente desenvolvidas, a expectativa é que as iniciativas vigentes inspirem ações semelhantes em toda a Amazônia. Este estudo, recentemente publicado, reitera a urgência de proteger não apenas as tartarugas-da-amazônia, mas todo o ecossistema amazônico.
Os programas de preservação de quelônios, ao unirem ciência e saberes tradicionais, garantem a proteção desses animais essenciais e do habitat amazônico em geral.





